Goiás intensifica fiscalização após alerta da Anvisa sobre fórmulas infantis com risco sanitário
Secretaria Estadual da Saúde mobiliza vigilâncias municipais para retirar do mercado lotes específicos de produtos infantis associados a possível contaminação bacteriana

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) deflagrou uma mobilização estadual para reforçar a fiscalização e retirar de circulação lotes específicos de fórmulas infantis cuja comercialização foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida, coordenada pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde (Suvisa), foi comunicada aos municípios após a constatação de que produtos interditados em âmbito nacional ainda estariam sendo encontrados no comércio goiano.
O alerta sanitário orienta uma força-tarefa imediata em farmácias, drogarias, supermercados e distribuidoras, com o objetivo de identificar, interditar e recolher os produtos alcançados pela Resolução nº 32/2026 da Anvisa, publicada no início de janeiro. A norma determina a suspensão da venda, da distribuição e do uso de lotes específicos de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil, após a identificação de risco potencial à saúde dos consumidores.
Entre os produtos atingidos estão fórmulas das linhas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A decisão da Anvisa foi baseada na possibilidade de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, conhecida por causar quadros gastrointestinais e neurológicos, especialmente preocupantes em lactentes e crianças pequenas.
Segundo a SES-GO, mesmo após a publicação da resolução federal, a Suvisa recebeu notificações indicando a permanência desses lotes no mercado estadual e relatos de consumo das fórmulas, o que motivou a intensificação das ações de vigilância. A ingestão de alimentos contaminados pela toxina pode provocar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e letargia — condição caracterizada por sonolência excessiva, lentidão psicomotora e redução da capacidade de resposta.
A nota técnica expedida pela Suvisa estabelece que as vigilâncias sanitárias municipais devem atuar de forma concentrada entre os dias 19 e 23 de janeiro. Caso os produtos interditados sejam localizados, os fiscais devem proceder imediatamente à interdição e ao lacre dos lotes no próprio estabelecimento. Além disso, os comerciantes serão formalmente notificados para acionar o fabricante, por meio do canal oficial de atendimento, a fim de viabilizar o recolhimento adequado.
Os estabelecimentos que mantiverem a venda ou o armazenamento dos produtos proibidos estarão sujeitos a autuação administrativa, por descumprimento direto da legislação sanitária vigente. A SES-GO ressalta que a responsabilidade pelo controle de qualidade e pelo recolhimento dos lotes é da empresa fabricante, que disponibilizou informações detalhadas sobre os produtos atingidos e canais de atendimento aos consumidores.
A orientação às famílias é para que suspendam imediatamente o uso das fórmulas incluídas na resolução e busquem informações diretamente com o fabricante ou junto às unidades de saúde. A secretaria reforça que a medida tem caráter preventivo e visa preservar a segurança alimentar infantil, evitando riscos à saúde pública e garantindo o cumprimento rigoroso das normas sanitárias.
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