Goiás ganha primeiro laboratório de biossegurança máxima para pesquisas com agentes infecciosos de alto risco
Estrutura inédita instalada na UFG recebeu investimento de R$ 3,9 milhões e amplia a capacidade científica do estado para estudar doenças complexas, desenvolver tecnologias em saúde e responder a emergências sanitárias.

Goiás dará um salto estratégico na área de pesquisa científica e saúde pública com a inauguração do primeiro Laboratório Multiusuário de Nível de Biossegurança 3 (NB3) do estado. A nova estrutura, instalada na Universidade Federal de Goiás (UFG), representa um marco para a ciência goiana ao permitir estudos seguros com microrganismos de alto risco biológico, incluindo vírus, bactérias e fungos capazes de causar doenças graves em seres humanos.
O laboratório foi implantado no Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Saúde (CMBiotecs), vinculado ao Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG), com investimento de R$ 3,9 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). A inauguração está prevista para o dia 3 de junho, em Goiânia.
A chegada da estrutura elimina uma das principais limitações históricas da pesquisa biomédica em Goiás. Até então, cientistas do estado enfrentavam restrições para desenvolver estudos envolvendo agentes infecciosos que exigem ambientes de contenção avançada, o que frequentemente obrigava pesquisadores a recorrerem a centros especializados de outras regiões do país.
Com certificação e autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), o laboratório atenderá rigorosos protocolos nacionais e internacionais de segurança biológica. O ambiente foi projetado para impedir qualquer risco de contaminação externa, contando com sistemas especiais de filtragem de ar, controle de acesso, pressão negativa e equipamentos específicos para manipulação de agentes patogênicos.
A estrutura deverá impulsionar pesquisas relacionadas a enfermidades de grande impacto para a saúde pública, como tuberculose, HIV, Covid-19, leishmaniose, infecções fúngicas e outras doenças infecciosas emergentes. Além da área médica, o espaço também poderá apoiar projetos nas áreas de biotecnologia, ciências agrárias, microbiologia, imunologia e desenvolvimento de bioinsumos.
Especialistas avaliam que a implantação do NB3 fortalece a autonomia científica de Goiás e amplia a capacidade do estado de produzir conhecimento estratégico, formar pesquisadores qualificados e atrair investimentos para inovação tecnológica. A expectativa é que a nova infraestrutura favoreça a criação de redes nacionais e internacionais de pesquisa, acelerando a produção de soluções voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças.
Outro aspecto considerado fundamental é a preparação para futuras emergências sanitárias. Com uma estrutura capaz de operar em condições de alta contenção biológica, Goiás passa a contar com recursos científicos mais robustos para responder rapidamente a surtos, epidemias e ameaças infecciosas que possam surgir nos próximos anos.
A inauguração do laboratório coloca Goiás em um seleto grupo de unidades federativas que possuem instalações desse porte, consolidando a UFG como um dos principais polos de pesquisa em saúde e doenças tropicais do Centro-Oeste brasileiro.
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