Goiás Esporte Clube inicia votação para reformar estatuto e pode retomar modelo com presidente executivo
Conselho Deliberativo analisa proposta que altera a estrutura administrativa do clube, recria diretoria executiva e redefine a organização dos departamentos estratégicos.

O Conselho Deliberativo do Goiás Esporte Clube realiza, nesta terça-feira (7), a primeira votação da proposta de reforma do Estatuto Social, considerada uma das mais relevantes mudanças administrativas desde a reestruturação institucional implementada no fim de 2023. A iniciativa busca restabelecer o modelo de gestão baseado em uma diretoria executiva, com a volta da figura do presidente executivo e de vice-presidentes responsáveis por áreas específicas do clube.
A deliberação ocorrerá em reunião extraordinária restrita aos aproximadamente 250 integrantes do Conselho Deliberativo. Conforme previsto no processo estatutário, caso o texto seja aprovado nesta primeira etapa, a proposta ainda dependerá da validação dos associados em Assembleia Geral, destinada aos sócios adimplentes, que terão a palavra final sobre a reforma.
A revisão do estatuto passou por um período de análise interna, durante o qual os conselheiros receberam a minuta do novo documento para avaliação e apresentação de sugestões. A proposta é conduzida pelo presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro, e pretende modificar a atual estrutura de governança adotada pelo clube.
Entre as principais alterações está o retorno de uma presidência executiva, acompanhada por cinco vice-presidências voltadas às áreas de futebol profissional, futebol feminino e categorias de base; esportes olímpicos, paralímpicos, iniciação esportiva e projetos sociais; marketing, comunicação e novos negócios; administração, finanças e patrimônio; e assuntos jurídicos.
O texto também preserva a função de diretor executivo, atualmente exercida pelo CEO Leonardo Pacheco. A proposta estabelece que cada vice-presidência contará com um diretor executivo responsável pela gestão operacional da respectiva área, fortalecendo a separação entre as atribuições estratégicas e administrativas. No setor administrativo, financeiro e patrimonial, a estrutura prevê dois diretores distintos, um para administração e patrimônio e outro exclusivamente para a área financeira.
A discussão ocorre em um momento estratégico para o clube, que se prepara para o processo eleitoral previsto para o fim deste ano. Caso a reforma seja aprovada em todas as etapas, a próxima eleição presidencial poderá marcar o retorno do cargo de presidente executivo, substituindo o modelo atualmente em vigor.
Desde o fim de 2023, o Goiás é administrado por um Conselho de Administração. Atualmente, o órgão é presidido por Aroldo Guidão, tendo José Stival Júnior como vice-presidente, Marco Antônio Castro como conselheiro efetivo e Marcus Ulysses como conselheiro suplente. A eventual aprovação da reforma representará uma nova reorganização da estrutura de governança do clube, redefinindo competências administrativas e o modelo de tomada de decisões.
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