Goiás deve terminar 2026 com uma das menores taxas de desemprego do país, segundo projeção do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB). A estimativa indica que a desocupação no estado poderá chegar a 3,6% em dezembro, enquanto a média nacional deve ficar em 4,5%. Se confirmados, os números representarão uma diferença de 0,9 ponto percentual entre Goiás e o Brasil.
As previsões constam no Boletim de Projeções Macroeconômicas do terceiro trimestre, divulgado em outubro pelo instituto vinculado à Secretaria-Geral de Governo de Goiás. O documento apresenta cenários para o mercado de trabalho com base em indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em modelos estatísticos próprios.
A estimativa para Goiás varia de 3,5% a 3,7%. Para o Brasil, o intervalo projetado é de 4,3% a 4,6%. Portanto, o resultado de dezembro ainda depende da evolução dos indicadores e da confirmação pelos levantamentos oficiais.
Desemprego recuou no estado
Os dados já divulgados pelo IBGE mostram uma redução da taxa de desocupação em Goiás na comparação entre os segundos trimestres de 2025 e 2026. O índice passou de 4,4% para 4%.
No mesmo período, a taxa nacional ficou em 5,4%. A diferença de 1,4 ponto percentual indica que o desemprego no estado já estava abaixo da média brasileira antes da projeção para o encerramento do ano.
O cenário também aparece nos indicadores de rendimento. No segundo trimestre de 2026, o trabalhador goiano recebeu, em média, R$ 3.946 por mês, enquanto a remuneração média nacional foi de R$ 3.738. A diferença foi de R$ 208, equivalente a aproximadamente 5,6% acima do valor registrado no país.
Renda do trabalhador cresceu acima da média brasileira
Além de apresentar rendimento médio superior ao nacional, Goiás registrou crescimento real mais expressivo na comparação anual. Entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a renda média do trabalho no estado avançou 9,1%, passando de R$ 3.618 para R$ 3.946.
No Brasil, o aumento foi de 2,8%, com o rendimento médio subindo de R$ 3.635 para R$ 3.738. Como os percentuais são apresentados em termos reais, a comparação considera a variação da renda descontada a inflação.
Os números indicam que o avanço do rendimento médio em Goiás superou o observado nacionalmente no período analisado. Ainda assim, a média não representa necessariamente o salário recebido por todos os trabalhadores, pois reúne diferentes ocupações e níveis de remuneração.
Serviços e comércio concentram trabalhadores
O levantamento do IBGE contabilizou aproximadamente 3,88 milhões de pessoas ocupadas em Goiás no segundo trimestre de 2026. O setor de serviços concentrava a maior parcela desse contingente, com 1,95 milhão de trabalhadores, o equivalente a 50,2% do total.
O comércio aparecia na sequência, com cerca de 867 mil pessoas ocupadas, representando 22,3%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o número de trabalhadores nesse segmento aumentou 5,8%.
A concentração de ocupados nesses dois setores demonstra a importância das atividades de serviços e comércio para o mercado de trabalho goiano. O crescimento do comércio também contribuiu para a expansão do número de pessoas trabalhando no segmento durante o intervalo analisado.
Projeção depende dos próximos resultados
A expectativa do IMB é que Goiás mantenha uma taxa de desemprego inferior à média nacional até o fim de 2026. A confirmação desse cenário, porém, dependerá dos próximos resultados da PNAD Contínua e do comportamento do mercado de trabalho nos meses restantes do ano.
Os indicadores disponíveis apontam uma combinação de desocupação menor, rendimento médio superior ao nacional e crescimento real da renda acima da média brasileira. A projeção de 3,6% reforça essa perspectiva, mas deve ser interpretada como uma estimativa, e não como resultado definitivo.
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