Funcionários da Cifarma cruzam os braços e denunciam atrasos salariais, em Goiânia
Paralisação reúne trabalhadores da indústria farmacêutica que cobram regularização de salários, FGTS, benefícios e condições de alimentação; empresa enfrenta recuperação judicial

A insatisfação de trabalhadores da indústria farmacêutica Cifarma resultou em uma paralisação realizada nesta quinta-feira (11), em Goiânia. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Química, Farmacêutica e de Material Plástico no Estado de Goiás (Sind.Q.F.P-GO), que denuncia uma série de irregularidades trabalhistas envolvendo atrasos salariais, pendências no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), problemas relacionados ao pagamento de férias e dificuldades no fornecimento de benefícios aos empregados.
De acordo com a entidade sindical, cerca de 200 trabalhadores participaram da mobilização em frente à unidade industrial. O protesto também contou com o apoio de representantes sindicais de Goiânia, Anápolis e Catalão, que acompanham as negociações e cobram uma solução imediata para a situação enfrentada pelos funcionários.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão a regularização integral dos salários em atraso, a atualização dos depósitos do FGTS, a normalização do pagamento de férias e melhorias no vale-alimentação. Os empregados também relatam dificuldades relacionadas à alimentação disponibilizada pela empresa, alegando redução dos recursos destinados às refeições e episódios de insuficiência de alimentos durante o expediente.
Durante a mobilização, os trabalhadores realizaram assembleia para formalizar uma pauta de reivindicações e reforçar a cobrança por garantias trabalhistas consideradas essenciais para a manutenção da atividade profissional e da segurança financeira das famílias.
A paralisação ocorre em meio ao processo de recuperação judicial enfrentado pelo Grupo Cifarma. A medida, adotada pela empresa para reorganização financeira e renegociação de passivos, não afasta a obrigação do cumprimento dos compromissos trabalhistas previstos na legislação brasileira. Nesse contexto, os trabalhadores afirmam que os atrasos e pendências têm gerado insegurança e impacto direto na rotina dos empregados.
O sindicato ressaltou que a manifestação ocorre de forma pacífica e dentro das garantias constitucionais asseguradas ao direito de greve e mobilização dos trabalhadores. A entidade também destacou que a participação dos empregados no movimento não pode resultar em sanções, represálias ou demissões motivadas pela adesão ao protesto.
Até o momento, a direção da Cifarma não havia se manifestado oficialmente sobre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. O espaço permanece aberto para posicionamento da empresa.
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