Empresário é indiciado após espancar mulher em situação de rua e provocar perda de órgão, em Pirenópolis
Polícia Civil conclui inquérito e aponta lesão corporal gravíssima, violência psicológica e dano; suspeito permanece preso preventivamente enquanto defesa nega autoria das agressões.

A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investiga o brutal ataque contra uma mulher em situação de rua, de 48 anos, ocorrido em Pirenópolis, e indiciou o empresário Orion Paranhos pelos crimes de lesão corporal gravíssima, violência psicológica e dano. O investigado permanece preso preventivamente por decisão da Justiça.
Segundo a investigação, a vítima sofreu agressões de extrema violência que resultaram na perda do baço, circunstância que fundamentou o enquadramento do caso como lesão corporal gravíssima, conforme previsto no Código Penal. A manutenção da prisão preventiva levou em consideração a gravidade dos fatos e o risco de intimidação da vítima.
As apurações indicam que a mulher foi atacada após o empresário suspeitar que ela teria danificado a tampa da fossa de um de seus estabelecimentos comerciais. Imagens de câmeras e vídeos que circularam nas redes sociais mostram uma mulher sendo agredida com chutes e socos enquanto estava deitada em uma praça, provocando ampla repercussão em Goiás.
De acordo com o delegado Tibério Cardoso, responsável pelo caso, o conjunto probatório vai além das gravações. A Polícia Civil reuniu depoimentos de testemunhas presenciais que reconheceram o suspeito, além do relato da própria vítima, elementos considerados suficientes para o indiciamento.
Apesar das evidências reunidas durante a investigação, Orion Paranhos nega participação nas agressões e afirma não ser a pessoa registrada nas imagens. Em nota, a defesa informou que trabalha nos instrumentos jurídicos necessários para demonstrar a inocência do empresário ao longo do processo judicial.
Após permanecer internada para tratamento das lesões, a vítima recebeu alta hospitalar e retornou a Pirenópolis, onde está sendo acolhida por moradores e voluntários que organizaram apoio para sua recuperação física e emocional.
Além deste caso, o empresário também responde a outro inquérito policial. A investigação apura uma ocorrência em que ele teria invadido a residência de uma vizinha e soltado o cachorro da família após desentendimentos relacionados aos latidos do animal. Nesse procedimento, ele foi indiciado por violação de domicílio e exercício arbitrário das próprias razões. A hipótese de maus-tratos contra o animal foi descartada após a perícia não identificar sinais de violência.
O caso seguirá para análise do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.
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