Educação de Goiânia entra em contagem regressiva para greve enquanto Anselmo tenta evitar colapso nas escolas
Reunião marcada para segunda-feira pode definir paralisação da rede municipal; servidores cobram pagamento do piso, progressões atrasadas e melhores condições de trabalho

A Prefeitura de Goiânia enfrenta uma das crises mais delicadas da área educacional nos últimos anos. Com indicativo de greve marcado para começar no dia 12 de maio, servidores da rede municipal aguardam uma reunião considerada decisiva com o prefeito em exercício, Anselmo Pereira, prevista para segunda-feira, às 17h. O encontro deve definir se haverá avanço nas negociações ou se milhares de estudantes serão impactados pela paralisação nas escolas da capital.
Nos bastidores do Paço Municipal, a avaliação é de que o cenário se tornou crítico após meses de desgaste entre a administração municipal e os trabalhadores da educação. A categoria afirma que acumula perdas salariais, falta de valorização profissional e sucessivos atrasos em direitos previstos em lei.
Anselmo Pereira tenta assumir o papel de articulador político para reduzir a tensão. O prefeito em exercício reconhece que o curto período à frente da administração limita soluções imediatas, mas aposta no diálogo para impedir o início da greve. A estratégia da gestão é construir acordos graduais e apresentar sinais concretos de negociação para esfriar o movimento paredista.
Do lado dos trabalhadores, porém, o discurso é de esgotamento. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Ludmylla Morais, afirma que a paralisação só foi colocada em pauta após sucessivas tentativas frustradas de negociação com a prefeitura.
Entre os principais pontos reivindicados pela categoria está o cumprimento do Piso Nacional do Magistério, além do pagamento de progressões funcionais atrasadas há mais de três anos. Os servidores administrativos também denunciam perdas salariais severas e alegam que parte dos trabalhadores depende de complementação financeira para alcançar o salário mínimo constitucional.
A crise envolve ainda denúncias de precarização das condições de trabalho dentro das unidades escolares. Profissionais relatam sobrecarga provocada pelo excesso de plataformas digitais, dificuldades estruturais nas escolas, déficit de servidores e adoecimento recorrente da categoria.
Outro foco de insatisfação está relacionado aos servidores readaptados, que, segundo relatos apresentados pelo sindicato, estariam sendo pressionados a retornar para funções ligadas às atividades que provocaram afastamentos médicos anteriores. O cenário também ampliou críticas sobre a situação do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais (Imas), apontado pela categoria como insuficiente para atender à demanda dos trabalhadores.
Internamente, integrantes da rede municipal avaliam que a ausência de propostas concretas por parte da prefeitura agravou o desgaste. O sindicato já sinalizou que, caso não haja avanço efetivo nas negociações de segunda-feira, a greve deverá começar na terça-feira com mobilização marcada no Cepal do Setor Sul.
A possível paralisação ameaça atingir diretamente o calendário letivo, serviços administrativos escolares e o funcionamento de unidades educacionais em diversas regiões da capital. A expectativa agora gira em torno da capacidade política da gestão municipal em construir uma saída emergencial antes que o conflito avance para uma greve em larga escala.
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