14 de fevereiro de 2026
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Colapso estrutural e falta de insumos expõem crise na rede municipal de saúde de Goiânia

Sindicato dos Médicos denuncia precarização em unidades de urgência e emergência, aponta riscos sanitários e paralisa atendimentos como forma de pressionar por investimentos e condições mínimas de trabalho.
Médicos reclamam da infraestrutura em unidades de saúde, em Goiás — Foto: Divulgação/Simego

A rede municipal de saúde de Goiânia enfrenta um cenário crítico de deterioração estrutural, escassez de insumos e condições inadequadas de trabalho, segundo denúncias formalizadas pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego). Diante do quadro classificado como insustentável, a entidade anunciou a paralisação dos atendimentos de urgência e emergência em unidades da capital, sem definição de prazo para retomada.

Levantamento apresentado pelo sindicato aponta que ao menos oito unidades públicas operam em situação de abandono, com comprometimento direto da segurança sanitária, da integridade física de profissionais e pacientes e da capacidade assistencial do sistema. Entre os locais citados estão o Cais Bairro Goiá, Cais Vila Nova, Cais Campinas, Cais Cândida de Morais, Ciams Urias Magalhães, UPA Itaipu, UPA Noroeste e o Centro de Saúde da Família (CSF) Jardim Primavera.

Registros em vídeo e fotografias divulgados pela entidade revelam infiltrações recorrentes, telhados danificados, vazamentos, presença de mofo em paredes e tetos, móveis deteriorados e enferrujados, além da ausência de medicamentos e materiais básicos para atendimento. Em algumas unidades, a precariedade chegou ao ponto de inviabilizar setores essenciais, como salas de vacinação e áreas de observação clínica.

No CSF Jardim Primavera, parte do telhado da sala de vacinas cedeu durante chuvas recentes, agravando um histórico de alagamentos que se intensifica no período chuvoso. Para evitar a perda de insumos sensíveis, profissionais improvisaram coberturas com lonas, numa tentativa emergencial de proteger vacinas e materiais médicos da umidade. Situação semelhante foi relatada no Cais Vila Nova, onde infiltrações comprometem o funcionamento regular da unidade.

Já no Cais Campinas e na UPA Noroeste, a deficiência estrutural se soma à falta de mobiliário adequado. Poltronas, macas e cadeiras apresentam ferrugem avançada ou estão inutilizáveis, criando riscos adicionais de contaminação e acidentes. Problemas de impermeabilização nas lajes favoreceram a proliferação de mofo, afetando ambientes que deveriam obedecer a rígidos padrões sanitários.

Em outras unidades, como a UPA Itaipu e o Cais Cândida de Morais, a situação é agravada pela ausência de assentos em condições mínimas de uso, obrigando pacientes a se revezarem durante a espera por atendimento. Relatos também apontam a presença constante de animais, incluindo cães em busca de abrigo, além de insetos e pragas urbanas. As imagens divulgadas mostram aranhas, ratos, lacraias e moscas em áreas internas, inclusive próximas a bebedouros. Em regiões com mato alto e falta de manutenção externa, anfíbios como sapos passaram a invadir os espaços, atraídos pela proliferação de insetos.

Para o Simego, o quadro evidencia falhas estruturais prolongadas na gestão da saúde municipal e ausência de investimentos compatíveis com a demanda da população. A paralisação, segundo a entidade, não tem caráter punitivo aos usuários, mas busca expor a gravidade da situação e pressionar o poder público por medidas imediatas que garantam condições dignas de trabalho e atendimento seguro à população.

Até o momento, não houve posicionamento público detalhado da Secretaria Municipal de Saúde sobre as denúncias específicas nem anúncio de um cronograma de intervenções emergenciais nas unidades citadas. Enquanto isso, o impasse aprofunda a crise assistencial e amplia a preocupação de usuários e profissionais quanto à capacidade do sistema em responder às demandas mais urgentes da capital.

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Marcus

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