Claque Cultural alcança 100 mil pessoas e fortalece economia criativa em Goiás
Projeto do Governo de Goiás mobilizou cerca de 2,5 mil artistas, percorreu cidades goianas e baianas e consolidou-se como uma das maiores iniciativas culturais do Centro-Oeste

O Claque Cultural encerrou sua terceira edição consolidado como uma das principais vitrines da produção artística goiana e um dos maiores projetos de circulação cultural do Centro-Oeste brasileiro. Promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Retomada, em parceria com o Sesc Goiás, o circuito reuniu aproximadamente 100 mil pessoas ao longo de seis meses de programação e movimentou a cadeia produtiva da cultura em dezenas de municípios.
O balanço oficial foi apresentado nesta terça-feira (13), durante cerimônia realizada no auditório da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), em Goiânia. Ao longo desta edição, o projeto contabilizou cerca de 820 apresentações culturais, envolvendo shows musicais, espetáculos teatrais, exposições, sessões de cinema e apresentações circenses.
O governador Daniel Vilela destacou o papel estratégico da cultura como vetor de desenvolvimento social e econômico, especialmente no interior do estado. Segundo ele, o Claque Cultural ultrapassa o conceito de entretenimento ao ampliar oportunidades profissionais e estimular novos talentos.
“O projeto fortalece a identidade cultural de Goiás, cria oportunidades para artistas e inspira jovens por meio do acesso à arte e à produção cultural”, afirmou.
Criado em 2021, no contexto de retomada das atividades culturais após os impactos da pandemia, o Claque Cultural nasceu como instrumento de recuperação econômica para trabalhadores do setor artístico e de eventos. Desde então, o programa ampliou alcance territorial e consolidou um modelo que prioriza artistas locais, produção regional e integração econômica dos municípios participantes.
Nesta edição, aproximadamente 2,5 mil artistas passaram pelos palcos do circuito. Além dos profissionais diretamente ligados às apresentações, o projeto também impulsionou setores como montagem de estruturas, iluminação, sonorização, transporte, alimentação e serviços técnicos.
O secretário da Retomada, César Moura, ressaltou que o programa opera com foco na descentralização dos investimentos e na valorização das economias locais.
“Grande parte da estrutura operacional dos eventos é contratada nos próprios municípios. Isso movimenta o comércio, gera renda e fortalece o setor cultural regional de maneira ampla”, explicou.
A expansão interestadual também marcou esta edição do Claque Cultural. Pela primeira vez, o circuito criou um polo de circulação nacional na Bahia, levando artistas goianos para cidades como Salvador, Porto Seguro, Feira de Santana, Jacobina, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus. Em Goiás, a programação passou por Goiânia, Anápolis, Jataí, Caldas Novas, Alto Paraíso, Jussara e Morrinhos.
A secretária estadual de Cultura, Yara Nunes, afirmou que a iniciativa ampliou a visibilidade da produção artística goiana em outros mercados culturais do país.
“Levar artistas goianos para outros estados é fortalecer a presença da nossa cultura em âmbito nacional e demonstrar a qualidade técnica e artística produzida em Goiás”, destacou.
Artistas participantes também ressaltaram o impacto do projeto para o setor cultural. O cantor e compositor Fernando Perillo definiu o Claque Cultural como um mecanismo de valorização da produção local e aproximação entre público e artistas. Já a cantora Nila Branco enfatizou a geração de oportunidades para profissionais da cultura e novos talentos.
Outro ponto destacado pelo governo foi a execução financeira do programa. Embora a previsão inicial de investimento fosse de R$ 22,9 milhões, a gestão do projeto resultou em economia superior a R$ 5 milhões, devolvidos aos cofres estaduais ao término da programação.
O presidente da Fecomércio Goiás, Marcelo Baiocchi, classificou o Claque Cultural como exemplo de integração entre poder público e iniciativa privada.
“O projeto se tornou referência pela capacidade de unir acesso à cultura, fortalecimento econômico e gestão eficiente dos recursos públicos”, afirmou.
Com crescimento de público, expansão territorial e fortalecimento da cadeia criativa, o Claque Cultural encerra sua terceira edição consolidado como um dos principais instrumentos de fomento cultural e econômico de Goiás.
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