Casal é preso após nova tentativa de golpe do falso Pix em Goiânia
Investigados teriam usado comprovantes falsos para retirar alto-falantes de uma loja; prejuízo já passa de R$ 7 mil, segundo a Polícia Civil

Um homem e uma mulher foram presos em flagrante em Goiânia suspeitos de aplicar o golpe do falso Pix contra uma loja especializada na venda de alto-falantes. Segundo a Polícia Civil, o estabelecimento já havia sido alvo da dupla em duas ocasiões durante agosto, com prejuízo superior a R$ 7 mil. A prisão ocorreu depois que os investigados voltaram a procurar a empresa para realizar uma nova compra, desta vez de aproximadamente R$ 3 mil.
A nova tentativa acabou interrompida porque um vendedor reconheceu o modo de atuação utilizado nas negociações anteriores. A partir da desconfiança, a Polícia Civil foi acionada e acompanhou a operação de entrega dos produtos. Os dois foram detidos em flagrante no momento em que a mercadoria seria entregue.
Como o golpe funcionava
De acordo com a investigação, as compras eram iniciadas por meio de mensagens. Os suspeitos escolhiam os produtos, recebiam as informações para pagamento e, posteriormente, encaminhavam à loja comprovantes que aparentavam indicar a realização de uma transferência via Pix.
O problema estava na diferença entre o comprovante apresentado e a efetiva movimentação financeira. Conforme a apuração, a empresa não fazia a conferência imediata dos valores diretamente na conta bancária. Com isso, os suspeitos conseguiam retirar as mercadorias antes que o estabelecimento percebesse que o dinheiro não havia sido efetivamente creditado.
A retirada dos produtos era feita por um motoboy. Dessa maneira, segundo a investigação, os suspeitos conseguiam concluir a operação sem necessariamente comparecer pessoalmente à loja para receber os equipamentos.
O procedimento é característico do chamado golpe do falso Pix, no qual o criminoso apresenta uma suposta confirmação de pagamento, mas a transferência não foi realizada ou não foi efetivada. O simples envio de um comprovante, portanto, não comprova que o dinheiro chegou ao destinatário.
Nova compra levantou suspeita
A prisão ocorreu justamente quando a dupla tentou repetir o procedimento.
Segundo a Polícia Civil, os investigados entraram novamente em contato com a loja, mas utilizaram outro número de telefone e se apresentaram como uma pessoa diferente. A nova compra teria valor aproximado de R$ 3 mil.
O vendedor, entretanto, reconheceu características semelhantes às negociações anteriores e desconfiou que se tratava novamente do mesmo tipo de fraude. Em vez de liberar a mercadoria normalmente, acionou a Polícia Civil.
Os investigadores acompanharam a entrega e realizaram a prisão no momento em que os produtos seriam repassados. Conforme a investigação, os dois suspeitos teriam confessado os crimes durante a abordagem e afirmado que revendiam pela internet os produtos obtidos por meio das fraudes.
Prejuízo já supera R$ 7 mil
A Polícia Civil informou que os dois golpes anteriores praticados contra a mesma loja, durante agosto, provocaram prejuízo superior a R$ 7 mil.
O valor está relacionado às mercadorias que teriam sido retiradas mediante comprovantes falsos de pagamento. A nova tentativa, estimada em aproximadamente R$ 3 mil, foi interrompida antes da conclusão da entrega, segundo as informações divulgadas sobre a investigação.
A diferença entre o prejuízo já registrado e a tentativa frustrada também evidencia a importância da conferência bancária antes da liberação de produtos. Em operações comerciais, a existência de uma imagem ou arquivo indicando uma transferência não substitui a verificação do crédito efetivamente disponível na conta da empresa.
Investigação continua
Apesar da prisão em flagrante, a investigação ainda não está encerrada. A Polícia Civil deverá apurar se outras pessoas participaram do esquema, além de tentar identificar a extensão das possíveis fraudes e o destino dos produtos que teriam sido obtidos nas operações anteriores.
Também deverá ser esclarecido se a revenda pela internet ocorreu em outras ocasiões e se existem outros estabelecimentos que possam ter sido vítimas de procedimento semelhante.
A apuração ainda depende da análise dos elementos reunidos pelos investigadores e das demais providências previstas no procedimento policial. A prisão dos suspeitos não representa condenação, cabendo à Justiça avaliar as medidas posteriores e, ao longo do processo, a responsabilidade individual de cada investigado.
Falso Pix exige atenção dos comerciantes
O caso chama atenção para uma das principais vulnerabilidades enfrentadas por estabelecimentos que recebem pagamentos instantâneos: a liberação de mercadorias baseada exclusivamente em comprovantes enviados por clientes.
No Pix, a confirmação apresentada pelo comprador não deve ser considerada suficiente para validar uma venda. A conferência precisa ser feita no aplicativo ou sistema bancário utilizado pelo estabelecimento, verificando se o valor correspondente à operação realmente entrou na conta.
Essa checagem ganha ainda mais importância em vendas realizadas por mensagens e em situações nas quais terceiros, como entregadores ou motoboys, são enviados para retirar os produtos.
Em Goiânia, a Polícia Civil já investigou outros casos envolvendo a mesma modalidade de fraude. Em ocorrências anteriores, comerciantes foram enganados após receberem comprovantes falsos e liberarem mercadorias antes da confirmação do crédito bancário.
No caso da loja de alto-falantes, a desconfiança do vendedor diante da repetição do padrão foi determinante para interromper a nova tentativa e permitir a atuação policial.
Tags: #Goiânia, #Goiás, #GoiâniaUrgente, #PolíciaCivil, #PCGO, #SegurançaPública, #Golpe, #FalsoPix, #Pix, #Estelionato, #Fraude, #FraudeEletrônica, #GolpeDoPix, #Comércio, #AltoFalantes, #Polícia, #Investigação, #Prisão, #Crime, #Segurança, #CrimesEmGoiânia


