Caiado assume comando do PSD, em Goiás e reposiciona partido no tabuleiro eleitoral de 2026
Nova direção amplia influência da base governista e projeta disputa interna por indicação à vice na chapa de Daniel Vilela

A reconfiguração do cenário político em Goiás ganhou um novo capítulo com a formalização de Ronaldo Caiado na presidência estadual do PSD. A nova comissão provisória da legenda, com vigência até maio de 2027, consolida o movimento de fortalecimento partidário sob a liderança do governador e sinaliza impactos diretos na composição da chapa majoritária para as eleições estaduais.
A mudança no comando partidário ocorre poucos dias após a filiação de Caiado à sigla, em articulação que contou com a presença do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. O redesenho interno reposiciona o PSD como peça central na base governista e amplia sua capacidade de influência nas decisões estratégicas para 2026.
Um dos principais reflexos da nova configuração é a disputa pela indicação ao posto de vice na eventual candidatura à reeleição de Daniel Vilela. A composição da executiva estadual revela nomes que passam a ser considerados competitivos dentro da legenda, entre eles o secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, e o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, ambos recém-integrados ao partido.
Também permanece no radar político o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, já filiado ao PSD e com histórico de protagonismo eleitoral no estado. A possibilidade de novas adesões à sigla, incluindo lideranças de outros partidos, é considerada por aliados como parte da estratégia de ampliar o leque de opções para a composição majoritária.
No novo arranjo interno, o senador Vanderlan Cardoso, que anteriormente presidia o partido no estado, passa a ocupar uma das vice-presidências, mantendo influência na estrutura partidária. A redistribuição de funções reflete um modelo de comando mais alinhado ao núcleo do governo estadual, com foco na articulação política e na consolidação de alianças.
Analistas avaliam que a movimentação fortalece o PSD como eixo de sustentação política do grupo governista, ao mesmo tempo em que centraliza no partido a definição de um dos cargos mais estratégicos da chapa: a vice-governadoria. A escolha, além de peso eleitoral, tende a refletir critérios de equilíbrio regional, perfil técnico-político e capacidade de agregação dentro da coalizão.
Com a nova configuração, o PSD passa a operar não apenas como aliado, mas como protagonista na construção do projeto político para 2026 em Goiás, influenciando diretamente a formação de alianças e a dinâmica da sucessão estadual.
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