Bateria de celular explode durante manutenção em Aparecida de Goiânia e acende alerta para riscos com aparelhos danificados
Técnico sofreu queimaduras leves após perfuração acidental de bateria de íons de lítio durante reparo. Especialistas e Corpo de Bombeiros reforçam cuidados com baterias estufadas, carregadores não certificados e procedimentos de segurança.
Um técnico em manutenção de celulares sofreu queimaduras de primeiro grau após a bateria de um aparelho explodir durante um reparo em uma assistência técnica de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O incidente foi registrado por câmeras do estabelecimento e divulgado posteriormente nas redes sociais da empresa com o objetivo de conscientizar usuários sobre os riscos associados ao uso de baterias danificadas e à manutenção inadequada de dispositivos eletrônicos.
O técnico Marcelo Henrique, de 28 anos, realizava a substituição da bateria de um smartphone que chegou à assistência apresentando sinais de estufamento, condição considerada de alto risco em baterias de íons de lítio. Durante o procedimento de remoção do componente, uma perfuração acidental provocou uma reação química conhecida como fuga térmica (thermal runaway), fenômeno que pode causar superaquecimento instantâneo, liberação de gases inflamáveis e incêndio.
As imagens mostram o momento em que a bateria entra em combustão e o profissional se afasta rapidamente do equipamento. Apesar do impacto da explosão, Marcelo sofreu apenas queimaduras superficiais e pequenas lesões provocadas pelo calor. Após atendimento médico, ele foi liberado sem necessidade de internação.
Segundo o técnico, a bateria já apresentava deformação antes da manutenção, impossibilitando o uso do equipamento normalmente empregado para aquecer e remover a tampa traseira do aparelho. Diante da situação, foi necessário utilizar ferramentas manuais para acessar o compartimento interno. Durante esse processo, a espátula utilizada acabou atingindo a bateria, desencadeando a reação.
O proprietário da assistência técnica informou que esse foi o terceiro episódio semelhante registrado no estabelecimento. Segundo ele, uma parcela significativa dos casos está relacionada ao uso prolongado de baterias comprometidas e de carregadores paralelos ou sem certificação, que podem fornecer tensão elétrica inadequada e acelerar a degradação dos componentes internos do aparelho.
Especialistas alertam que baterias estufadas jamais devem continuar sendo utilizadas. O inchaço indica comprometimento da estrutura química interna da célula, aumentando significativamente o risco de incêndios e explosões, principalmente quando o equipamento sofre impactos, perfurações ou exposição a temperaturas elevadas.
O vídeo divulgado pela empresa teve caráter educativo e buscou orientar consumidores sobre a importância de interromper imediatamente o uso de aparelhos que apresentem sinais como aquecimento excessivo, deformação da tampa traseira, odor incomum ou redução acentuada da autonomia da bateria. Nesses casos, a recomendação é procurar uma assistência técnica qualificada e evitar tentativas de reparo doméstico.
O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás também reforçou orientações de segurança para ocorrências envolvendo baterias de celulares. A corporação recomenda manter distância do aparelho ao perceber superaquecimento, nunca segurar um dispositivo que esteja em chamas e afastá-lo de materiais inflamáveis sempre que isso puder ser feito com segurança.
Caso ocorra princípio de incêndio, o aparelho deve ser colocado sobre uma superfície não combustível. Pequenos focos podem ser controlados com extintor apropriado ou com água utilizada para resfriamento da bateria, desde que não haja risco à integridade física da pessoa. Em situações com grande volume de fumaça ou propagação das chamas, a orientação é evacuar o ambiente e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Além disso, a corporação recomenda utilizar apenas carregadores originais ou certificados pelos órgãos competentes, evitar exposição do celular ao calor intenso, não perfurar baterias e providenciar a substituição imediata de componentes estufados ou danificados, medidas consideradas essenciais para reduzir o risco de acidentes envolvendo dispositivos eletrônicos.


