Anel Viário da Grande Goiânia entra em licitação e promete retirar tráfego pesado da BR-153
Com investimento próximo de R$ 950 milhões, Contorno Leste deve criar uma nova rota para caminhões e veículos de carga, desafogando um dos corredores rodoviários mais congestionados da capital e da Região Metropolitana

Após décadas de debates, estudos e sucessivos adiamentos, o projeto do Contorno Leste da BR-153, também conhecido como Anel Viário da Grande Goiânia, avança para uma de suas etapas mais importantes. O Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciam o processo licitatório para a construção da nova rodovia, considerada uma das maiores intervenções logísticas planejadas para Goiás nos últimos anos.
A obra prevê um investimento estimado em R$ 948,4 milhões e terá aproximadamente 44 quilômetros de extensão, ligando Hidrolândia à saída de Goiânia para Teresópolis de Goiás. O objetivo principal é retirar do perímetro urbano da capital grande parte do fluxo de caminhões e veículos de longa distância que atualmente utilizam os trechos urbanos das BRs-153 e 060.
O novo corredor rodoviário foi projetado para funcionar como uma alternativa estratégica ao traçado atual da BR-153, permitindo que o transporte de cargas siga viagem sem a necessidade de atravessar áreas densamente urbanizadas de Goiânia, Aparecida de Goiânia e municípios vizinhos. A expectativa é reduzir congestionamentos, melhorar a fluidez do trânsito e aumentar a segurança viária em uma das regiões com maior circulação de veículos do Centro-Oeste.

O projeto contempla uma estrutura robusta de engenharia, com seis pistas principais de rolamento, duas vias marginais, 10 pontes e 35 viadutos. Também estão previstas interligações com importantes eixos rodoviários estaduais e federais, incluindo as GOs-010, 019, 020, 462 e 537, além das BRs-153 e 060.
Um dos diferenciais técnicos da obra será a utilização predominante de pavimento rígido de concreto nas pistas expressas. A tecnologia foi escolhida para suportar o intenso tráfego de veículos pesados, aumentar a durabilidade da rodovia e reduzir custos de manutenção ao longo dos anos. Nas áreas de interseção e acessos, serão utilizados pavimentos flexíveis, solução considerada mais adequada para esse tipo de operação viária.
Além de sua importância para a mobilidade urbana, o empreendimento é visto como uma obra estratégica para o escoamento da produção agropecuária e industrial de Goiás. O traçado atenderá regiões de forte atividade econômica, conectando polos logísticos, áreas industriais, centros de distribuição e corredores de exportação que ligam o estado aos mercados do Sudeste, Distrito Federal e demais regiões do país.
Estudos técnicos apontam que o novo contorno deverá receber mais de 21 mil veículos por dia nos próximos anos, reforçando sua relevância para a infraestrutura de transporte da Região Metropolitana de Goiânia.
A expectativa do governo federal é que, após a conclusão da licitação e assinatura do contrato, as obras sejam executadas em aproximadamente três anos. O empreendimento encerra uma espera de quase três décadas e retoma um projeto considerado essencial para adequar a malha rodoviária ao crescimento populacional, urbano e econômico da capital goiana.
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