Segunda pista lateral do viaduto da Leste-Oeste é liberada, em Goiânia
Nova faixa no sentido Bairro-Centro começa a funcionar neste sábado (5) e completa a abertura das vias laterais no cruzamento com a Avenida Castelo Branco
A Prefeitura de Goiânia liberou neste sábado (5) a segunda pista lateral do viaduto da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Castelo Branco, ampliando as alternativas de circulação para motoristas que atravessam a região Oeste da capital. O novo trecho atende o fluxo no sentido Bairro-Centro e complementa a pista do sentido contrário, liberada em agosto.
A abertura representa uma nova etapa das intervenções realizadas no complexo viário. Apesar da liberação das duas vias laterais, o viaduto propriamente dito ainda não está concluído. A estrutura principal permanece em processo de avaliação técnica, depois que a obra foi paralisada em 2024 e passou por estudos para definir como deverá ser finalizada.
Com as duas pistas laterais disponíveis, a expectativa da administração municipal é ampliar a capacidade de circulação no cruzamento e reduzir parte dos transtornos enfrentados diariamente pelos motoristas que utilizam a Avenida Leste-Oeste e a Avenida Castelo Branco.
Duas laterais passam a atender os sentidos do trânsito
A primeira pista lateral foi aberta ao tráfego em 7 de agosto, permitindo a circulação no sentido Centro-Bairro. Na ocasião, a Prefeitura informou que a alternativa seria mantida e que a segunda pista seria executada para atender o fluxo contrário.
A nova liberação completa essa configuração. Agora, os motoristas que trafegam pelo corredor viário encontram uma alternativa lateral também no sentido Bairro-Centro.
As intervenções envolveram etapas de infraestrutura necessárias para adaptar o trecho à nova configuração de circulação. Entre os serviços executados estão a remoção e relocação de uma galeria de águas pluviais, terraplenagem, pavimentação e implantação da sinalização semafórica.
A sinalização foi integrada à operação do cruzamento, com ajustes nos semáforos para organizar os diferentes movimentos dos veículos. A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito participa dessa etapa, responsável pela implantação e adequação do sistema de controle de tráfego.
Liberação não significa que o viaduto foi concluído
A abertura das pistas laterais não encerra a história do viaduto da Leste-Oeste com a Castelo Branco.
A obra principal começou em 2023, mas foi paralisada em julho de 2024. Desde então, a estrutura passou por avaliações técnicas para identificar as condições do que já havia sido executado e determinar qual solução deverá ser adotada para concluir o empreendimento.
O ponto central da discussão é justamente a possibilidade de aproveitar a estrutura existente mediante intervenções e reforços ou adotar outra solução para o complexo.
Em agosto, o prefeito Sandro Mabel afirmou que uma eventual demolição deveria ser considerada apenas como última alternativa. A administração municipal reuniu representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO), do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Goiás (Ibape-GO) e técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) para avaliar os laudos e discutir o caminho a ser seguido.
Estrutura passa por nova avaliação técnica
As análises não se concentram apenas na parte visível do viaduto. Segundo informações divulgadas após a formação da mesa técnica, os estudos abrangem diferentes componentes da estrutura, incluindo a superestrutura e elementos que apresentaram inconformidades.
A avaliação técnica é importante porque a definição do futuro do viaduto precisa considerar não apenas a possibilidade de concluir a obra, mas também as condições de segurança, a viabilidade da solução e os custos envolvidos.
O grupo formado pela Prefeitura, Crea-GO, TCM-GO, Ibape-GO e especialistas tem justamente a função de analisar os estudos disponíveis e subsidiar a escolha da alternativa considerada tecnicamente adequada.
Enquanto essa decisão não é concluída, as vias laterais funcionam como uma alternativa para organizar o tráfego no cruzamento.
Obra envolve também sistema de drenagem
Uma das etapas da intervenção ocorreu no sistema de drenagem da região.
Antes da execução da pavimentação das vias laterais, foi necessário remover e reposicionar uma galeria pluvial. Esse tipo de estrutura tem a função de captar e conduzir águas das chuvas, sendo um componente importante da infraestrutura urbana, especialmente em áreas onde novas pistas alteram o sistema de circulação e o espaço disponível para as redes subterrâneas.
Depois do remanejamento da galeria, foram executados serviços de terraplenagem e pavimentação. A implantação da sinalização semafórica completou a adaptação necessária para que o trecho pudesse receber o tráfego.
Impacto para quem circula pela Região Oeste
O cruzamento entre a Avenida Leste-Oeste e a Avenida Castelo Branco está inserido em uma área de circulação importante para a ligação entre diferentes setores de Goiânia. A própria legislação urbanística municipal classifica a Leste-Oeste e a Castelo Branco como corredores de transporte da capital.
Na prática, a abertura das pistas laterais cria mais opções para os deslocamentos enquanto a solução definitiva para o viaduto é discutida.
A primeira pista, no sentido Centro-Bairro, já havia ampliado a circulação desde agosto. Com a liberação da segunda, no sentido Bairro-Centro, a configuração passa a contemplar os dois fluxos.
O efeito esperado pela administração municipal é reduzir os impactos causados pelas intervenções e melhorar a fluidez do tráfego no entorno do cruzamento. A eficiência da nova configuração, entretanto, dependerá também do comportamento do fluxo de veículos e dos ajustes que eventualmente precisem ser feitos na sinalização.
Destino do viaduto ainda depende de decisão técnica
A abertura das pistas laterais resolve uma parte imediata do problema de mobilidade, mas não substitui a conclusão do complexo viário originalmente planejado.
O município ainda precisa definir a solução estrutural para o viaduto, considerando os estudos e avaliações que estão sendo conduzidos pelos órgãos e especialistas envolvidos.
A Prefeitura busca uma alternativa que permita aproveitar, quando tecnicamente possível, os serviços e estruturas já executados, evitando novos desperdícios de recursos públicos. Ao mesmo tempo, a decisão precisa considerar as condições de segurança e a viabilidade de qualquer intervenção sobre a estrutura existente.
A própria Câmara Municipal de Goiânia já oficializou o nome de Viaduto Ricardo Cantaclaro para a estrutura localizada no encontro das avenidas Castelo Branco e Leste-Oeste. A denominação foi estabelecida pela Lei nº 11.391, de 30 de abril de 2025.
Assim, a liberação da segunda pista lateral marca uma etapa concreta para o trânsito de Goiânia, mas o futuro do viaduto continua condicionado à conclusão dos estudos técnicos e à definição do projeto que permitirá solucionar definitivamente as questões encontradas na obra.
Para os motoristas, a mudança mais imediata é a ampliação das alternativas de circulação nos dois sentidos. Para a Prefeitura, o próximo desafio permanece sendo definir, com base técnica, como o Viaduto Ricardo Cantaclaro poderá ser concluído e integrado de forma definitiva ao sistema viário da capital.
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