Corpos de policial civil e amigo são encontrados após naufrágio no Rio Paranaíba
Jorge Luiz Rego Ferreira e Romes Silva estavam desaparecidos desde quarta-feira (26), quando a embarcação em que pescavam virou durante uma ventania em Corumbaíba

Terminou neste domingo (30) a operação de buscas por dois homens que desapareceram após uma embarcação virar no Rio Paranaíba, na zona rural de Corumbaíba, no sul de Goiás. O corpo do policial civil Jorge Luiz Rego Ferreira, de 51 anos, foi localizado pela manhã, quatro dias depois do acidente. O corpo do amigo dele, Romes Silva, havia sido encontrado no dia anterior.
O naufrágio aconteceu na tarde de quarta-feira (26), durante uma pescaria. Três homens estavam na embarcação quando ela virou em meio a condições de vento forte e formação de ondas no rio. Um dos ocupantes conseguiu sobreviver e chegar à margem para pedir ajuda. Jorge e Romes desapareceram na água.
A localização do policial civil encerrou a operação de buscas realizada desde o acidente por equipes especializadas.
Acidente aconteceu durante tentativa de buscar abrigo
Segundo o relato apresentado pelo sobrevivente aos bombeiros, o grupo estava no Rio Paranaíba quando percebeu a mudança nas condições climáticas e decidiu seguir para uma área conhecida como Casa Bonita, onde pretendia buscar abrigo.
Durante o deslocamento, uma onda atingiu a embarcação e provocou o tombamento. O sobrevivente utilizava colete salva-vidas e conseguiu permanecer na superfície. Ele também se apoiou em uma caixa térmica enquanto era levado pela correnteza e pelo vento.
Depois de conseguir alcançar a margem, o homem caminhou até uma propriedade rural e pediu ajuda. O socorro foi acionado e as equipes iniciaram o trabalho para localizar os outros dois ocupantes.
As circunstâncias relatadas pelo sobrevivente orientaram as buscas, mas a reconstrução completa do acidente depende dos elementos reunidos pelas autoridades.
Operação mobilizou diferentes equipes
Desde o início da ocorrência, o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás coordenou uma operação de busca no Rio Paranaíba.
O trabalho envolveu mergulhadores, embarcações e equipamentos destinados à localização de pessoas e objetos submersos. Também foram empregados drones e embarcações equipadas com sonar, recurso que permite identificar estruturas e alterações no fundo do rio.
A Polícia Civil de Goiás participou da operação com equipes, embarcação e helicóptero. A Marinha do Brasil também reforçou os trabalhos, por meio da estrutura responsável pela atuação na região.
Além das forças de segurança e resgate, pescadores, fazendeiros e a Prefeitura de Corumbaíba prestaram apoio às equipes durante a procura pelos desaparecidos.
A área de buscas foi ampliada ao longo dos dias, levando em consideração as características do Rio Paranaíba, a correnteza e as condições de navegação.
Primeiro corpo foi localizado na sexta-feira
A operação teve o primeiro desfecho na sexta-feira (29), quando os bombeiros encontraram o corpo de Romes Silva.
Naquele momento, porém, Jorge Luiz Rego Ferreira ainda permanecia desaparecido. As equipes continuaram a varredura do rio em busca do policial civil, mantendo mergulhos e pesquisas com embarcações e equipamentos de localização.
O corpo de Jorge foi encontrado na manhã deste domingo (30). Com a localização da segunda vítima, as equipes encerraram a operação de buscas.
Os dois homens eram moradores de Caldas Novas e estavam juntos na pescaria quando ocorreu o naufrágio.
Acidente mobilizou investigação e operação de resgate
Jorge Luiz Rego Ferreira era policial civil de Goiás e tinha 51 anos. A morte do agente mobilizou colegas da corporação e integrantes das forças que participaram das buscas.
Até o momento, as informações divulgadas pelas autoridades apontam o tombamento da embarcação durante a ventania como o evento que desencadeou o desaparecimento. O relato do sobrevivente indica que uma onda atingiu a embarcação enquanto o grupo tentava se deslocar para uma área de abrigo.
Não há indicação, nas informações disponíveis, de que o episódio tenha sido provocado por outra circunstância além do acidente náutico. A dinâmica deverá ser considerada pelas autoridades a partir dos registros e elementos reunidos durante o atendimento da ocorrência.
Com a localização dos dois corpos, termina a etapa de buscas que mobilizou equipes de emergência e segurança durante quatro dias no Rio Paranaíba. O caso deixa duas vítimas fatais e reforça os riscos associados à navegação em rios quando há mudança repentina nas condições de vento e formação de ondas.
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