Prazo termina em 31 de agosto para proteção contra VSR em crianças com comorbidades, em Goiânia
Nirsevimabe é oferecido pelo SUS a menores de 2 anos com condições de saúde que aumentam o risco de complicações respiratórias; atendimento ocorre no Centro Municipal de Vacinação

Famílias de Goiânia que tenham crianças menores de 2 anos com determinadas condições de saúde têm até 31 de agosto para procurar o serviço municipal e receber a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) dentro da estratégia sazonal. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disponibiliza o atendimento no Centro Municipal de Vacinação, no Setor Pedro Ludovico, diariamente, das 8h às 18h.
A medida é voltada a crianças que apresentam condições clínicas associadas a maior risco de desenvolver formas graves de infecções provocadas pelo VSR. A proteção é realizada com nirsevimabe, um anticorpo monoclonal incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar a proteção de grupos infantis considerados mais vulneráveis durante o período de maior circulação do vírus.
Para receber o atendimento, os responsáveis precisam apresentar um documento de identificação da criança, que pode ser a Certidão de Nascimento, o Cartão Nacional de Saúde (CNS) ou o CPF. Também é necessário levar relatório, laudo ou prescrição médica com carimbo, assinatura e registro profissional, contendo a indicação clínica, a condição apresentada pela criança ou o respectivo CID-10.
Quem está incluído na estratégia
A proteção é destinada a menores de 2 anos que apresentem uma das condições clínicas estabelecidas para a estratégia.
Estão incluídas crianças com cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica, doença pulmonar crônica da prematuridade e imunocomprometimento grave, seja congênito ou adquirido.
Também fazem parte do público elegível crianças com síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares graves e anomalias congênitas das vias aéreas.
A seleção considera condições que podem aumentar a vulnerabilidade da criança diante de infecções respiratórias pelo VSR e, consequentemente, o risco de evolução para quadros mais graves.
VSR é importante causa de doenças respiratórias em crianças pequenas
O Vírus Sincicial Respiratório tem papel relevante nas infecções do trato respiratório inferior durante os primeiros anos de vida. Entre crianças menores de 2 anos, a circulação do vírus está associada a quadros como bronquiolite viral aguda e pneumonia e também tem impacto nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Segundo o Ministério da Saúde, o VSR responde por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e por cerca de 40% das pneumonias registradas durante os períodos sazonais nesse grupo etário.
Por esse motivo, a proteção de crianças que apresentam condições clínicas específicas é considerada uma estratégia de prevenção para o período de maior circulação do vírus.
Nirsevimabe passou a ser oferecido pelo SUS
Em 2026, o Ministério da Saúde incorporou o nirsevimabe ao SUS, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A estratégia contempla bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação e crianças com menos de 24 meses que apresentem as comorbidades previstas.
Diferentemente de uma vacina tradicional, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, utilizado para oferecer proteção contra o VSR durante o período de maior circulação do vírus.
Em Goiânia, a estratégia sazonal voltada às crianças com comorbidades tem prazo até 31 de agosto. Já a proteção destinada às crianças prematuras permanece disponível durante todo o ano, conforme os critérios estabelecidos pelo programa.
Onde buscar atendimento em Goiânia
O atendimento é realizado no Centro Municipal de Vacinação, no Setor Pedro Ludovico, todos os dias da semana, das 8h às 18h.
Os responsáveis devem levar a documentação de identificação da criança e a documentação médica exigida para comprovar a condição clínica que permite o acesso à proteção.
Com o encerramento da estratégia sazonal previsto para o fim de agosto, a orientação é que as famílias que tenham crianças dentro dos critérios procurem o serviço dentro do prazo.
A iniciativa faz parte das ações de prevenção do SUS para reduzir o impacto das infecções respiratórias provocadas pelo VSR, especialmente entre crianças pequenas que apresentam maior risco de desenvolver complicações.
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