Goiás fecha julho com superávit de US$ 769 milhões na balança comercial
Exportações goianas alcançaram US$ 1,36 bilhão no mês, impulsionadas principalmente pela soja e pelas carnes; China respondeu por quase metade das vendas externas

Goiás encerrou julho de 2026 com US$ 769 milhões de saldo positivo na balança comercial, resultado da diferença entre US$ 1,365 bilhão em exportações e US$ 596,7 milhões em importações. Os dados, divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), mostram a força das commodities agrícolas e do setor de carnes nas vendas internacionais do Estado.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, as exportações goianas chegaram a US$ 8,451 bilhões, enquanto o saldo comercial alcançou aproximadamente US$ 5 bilhões.
O resultado de julho foi sustentado principalmente pelo complexo soja, responsável por mais da metade de tudo o que Goiás vendeu ao exterior no período. O setor movimentou US$ 784,4 milhões, equivalente a 57,43% das exportações estaduais.
Soja concentra maior parte das vendas externas
A soja em grão foi o principal produto individual da pauta de exportações goiana em julho. O item respondeu por 47,89% do valor exportado e apresentou crescimento de 18,69% em relação ao mesmo mês de 2025.
Também tiveram participação relevante o farelo ou bagaço de soja, responsável por 6,61% das exportações, e o óleo de soja, cujas vendas externas cresceram 56,94% na comparação anual.
O desempenho do complexo soja ajudou a ampliar o volume comercializado pelo Estado, que ultrapassou 2 milhões de toneladas de mercadorias exportadas durante o mês.
Carnes aparecem na segunda posição
Depois do complexo soja, o segmento de carnes foi o segundo principal componente das exportações goianas. As vendas internacionais do setor somaram US$ 255,9 milhões, correspondendo a 18,74% do total e representando crescimento de 4,99% em comparação com julho de 2025.
A carne bovina respondeu por 15,01% das exportações estaduais. Os embarques de carne de aves também apresentaram desempenho positivo, com crescimento de 13,47% no período analisado.
Outros segmentos registraram aumentos expressivos nas vendas internacionais. As exportações de gorduras e óleos de origem animal ou vegetal cresceram 90,38%. As vendas de ouro alcançaram US$ 43,5 milhões, alta de 52,28%.
Também houve avanço nas exportações de máquinas e aparelhos elétricos e mecânicos, com crescimento de 82,76%, enquanto as vendas de gelatinas e derivados aumentaram 102,64%.
China mantém liderança entre os compradores
A concentração das exportações goianas também aparece na relação dos principais destinos. A China foi responsável por US$ 673,6 milhões em compras de produtos de Goiás durante julho, o equivalente a 49,32% de todas as exportações estaduais no mês.
Na sequência aparecem Estados Unidos, com 5,15%; Espanha, com 4,77%; Alemanha, com 3,55%; Países Baixos, com 3,50%; e Índia, com 3,35%.
A composição mostra a importância do mercado asiático para o comércio exterior goiano, especialmente para produtos ligados à produção agropecuária.
Rio Verde lidera exportações entre municípios
A participação dos municípios também revela a concentração regional das atividades exportadoras. Rio Verde foi o município goiano que mais movimentou vendas internacionais em julho, com US$ 424,3 milhões, equivalentes a 31,07% das exportações do Estado.
Jataí respondeu por 7,16%, seguido por Alto Horizonte, com 5,74%; Mozarlândia, com 5,37%; e Montividiu, com 3,50%.
Os números reforçam o peso de municípios com forte atividade agropecuária e agroindustrial na formação da pauta exportadora de Goiás.
Anápolis concentra mais da metade das importações
Do lado das compras internacionais, Goiás importou US$ 596,7 milhões em julho. A maior parcela ficou concentrada em Anápolis, responsável por 50,90% das importações estaduais.
Aparecida de Goiânia respondeu por 18,49%, Catalão por 14,90% e Goiânia por 7,17%.
A pauta de importações foi composta principalmente por produtos dos setores farmoquímico e farmacêutico, componentes automotivos, máquinas e equipamentos.
China também lidera origem das importações
A China ocupou novamente a primeira posição entre os países de origem das mercadorias importadas por Goiás, com participação de 25,06%.
Alemanha, com 15,99%, Irlanda, com 12,80%, e Suíça, com 11,90%, completaram a lista dos principais fornecedores internacionais do Estado no mês.
O cenário evidencia uma relação comercial marcada, de um lado, pela forte presença de produtos agropecuários nas exportações e, de outro, pela aquisição de insumos, componentes, medicamentos, máquinas e equipamentos utilizados pela economia goiana.
Resultado mantém comércio exterior goiano em terreno positivo
O saldo de US$ 769 milhões registrado em julho contribuiu para ampliar o resultado acumulado de Goiás em 2026. Entre janeiro e julho, o Estado alcançou US$ 8,451 bilhões em exportações e acumulou saldo comercial de aproximadamente US$ 5 bilhões.
Os dados da SIC mostram que a balança comercial goiana continua fortemente apoiada nas vendas de produtos do complexo soja e de carnes, enquanto as importações apresentam maior presença de produtos industrializados, insumos e equipamentos.
O desempenho de julho também evidencia a participação de diferentes regiões do Estado no comércio internacional, com municípios como Rio Verde, Jataí, Alto Horizonte, Mozarlândia e Montividiu entre os principais polos exportadores, enquanto Anápolis se destaca como principal município de entrada de mercadorias estrangeiras.
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