Polícia Civil prende homem suspeito de estuprar mulheres da própria família e dopar vítimas, em Goiás
Investigação aponta que abusos sexuais teriam sido praticados durante anos em ambiente familiar; suspeito foi preso preventivamente e encaminhado ao sistema prisional.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu preventivamente um homem de 48 anos investigado por uma série de crimes de estupro de vulnerável supostamente praticados contra mulheres da própria família, no município de Montividiu, no sudoeste do Estado. A medida foi cumprida após o avanço das investigações e por determinação do Poder Judiciário.
De acordo com a corporação, os elementos reunidos durante o inquérito apontam que os abusos teriam ocorrido de forma reiterada ao longo de vários anos, dentro do ambiente familiar. A apuração também identificou indícios de que o investigado utilizava medicamentos para dopar as vítimas, reduzindo sua capacidade de resistência e facilitando a prática dos crimes.
A investigação foi conduzida de forma sigilosa para preservar a integridade física, psicológica e a identidade das vítimas, conforme determina a legislação brasileira em casos envolvendo crimes contra a dignidade sexual. Por esse motivo, a Polícia Civil não divulgou a identidade do suspeito nem informações que possam levar à identificação das vítimas.
Com base nas provas e indícios obtidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário, que considerou a medida necessária para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e evitar novos episódios de violência.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Rio Verde, onde permanece custodiado e à disposição da Justiça. O inquérito policial prossegue para aprofundar a apuração dos fatos, verificar a existência de outras possíveis vítimas e reunir novos elementos que possam contribuir para a responsabilização criminal do investigado.
O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro e possui pena de reclusão de 8 a 15 anos para cada ocorrência, podendo haver aumento conforme as circunstâncias do caso e eventual concurso de crimes.
A Polícia Civil reforça que vítimas de violência sexual ou pessoas que tenham conhecimento de crimes dessa natureza podem procurar uma delegacia ou utilizar os canais oficiais de denúncia. O sigilo das informações é garantido por lei.


