Goiânia inicia maior plano de expansão da saúde com nova UPA de Campinas e previsão de até 31 UBSs
Unidade de Pronto Atendimento de Porte III substituirá o CAIS Campinas e integra um amplo programa de modernização da rede municipal, que inclui oito UPAs, policlínica, CAPS e novas Unidades Básicas de Saúde.

A Prefeitura de Goiânia deu início a um amplo projeto de reestruturação da rede municipal de saúde com o lançamento da construção da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Região Campinas. A obra, estimada em cerca de R$ 27 milhões entre construção e aquisição de equipamentos, representa a primeira etapa de um programa que prevê a implantação de oito UPAs, uma policlínica, seis Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e até 31 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e substituir estruturas consideradas defasadas.
O anúncio foi realizado pelo prefeito Sandro Mabel durante o lançamento oficial do empreendimento. Segundo a administração municipal, a nova unidade será financiada por recursos provenientes de emenda parlamentar do senador Vanderlan Cardoso, com contrapartida da Prefeitura. O processo licitatório está previsto para ocorrer em julho e, após a assinatura do contrato, a expectativa é de que as obras sejam concluídas entre 12 e 14 meses.
Projetada como uma UPA Porte III — classificação destinada às maiores unidades de pronto atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) —, a estrutura contará com oito consultórios médicos, seis leitos de emergência na chamada sala vermelha, cerca de 20 leitos de observação, laboratório próprio, exames de radiologia e ultrassonografia, além de ambientes planejados para oferecer maior conforto aos pacientes e melhores condições de trabalho às equipes multiprofissionais.
De acordo com a Prefeitura, a nova UPA assumirá os atendimentos de urgência e emergência atualmente realizados pelo CAIS Campinas. A administração municipal informou que o prédio do antigo CAIS não será necessariamente desativado, podendo ser adaptado para abrigar serviços especializados, como uma policlínica ou outro equipamento da rede pública, evitando a sobreposição de atendimentos.
O plano de expansão da saúde também busca descentralizar os serviços, acompanhando o crescimento urbano de Goiânia. A proposta é instalar novas unidades em regiões com maior densidade populacional, reduzindo deslocamentos da população e distribuindo de forma mais equilibrada a demanda por atendimento de urgência.
Outro eixo estratégico do programa é o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde. A construção de até 31 novas UBSs pretende ampliar o acesso aos atendimentos básicos, acompanhamento de doenças crônicas, vacinação, consultas médicas e ações preventivas, diminuindo a procura por serviços de emergência para casos de baixa complexidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, boa parte das atuais unidades de urgência da capital foi construída entre o final da década de 1980 e o início dos anos 1990, quando Goiânia possuía uma população significativamente menor. O crescimento demográfico e a expansão dos bairros elevaram a demanda por serviços, tornando necessária uma renovação da infraestrutura.
As novas UPAs deverão praticamente dobrar a capacidade operacional das unidades antigas. A estimativa é que cada estrutura realize entre 15 mil e 16 mil atendimentos mensais, enquanto diversas unidades atuais atendem cerca de 8 mil a 9 mil pacientes por mês. Também haverá ampliação da capacidade de atendimento aos casos críticos, com aumento no número de leitos destinados à estabilização de pacientes em estado grave.
O programa contempla ainda investimentos em assistência especializada. Além da futura policlínica e dos novos CAPS, a Secretaria Municipal de Saúde informou que trabalha na ampliação da capacidade hospitalar, incluindo reforço da rede de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), retomada de serviços pediátricos e expansão da oferta de cirurgias ginecológicas nas maternidades municipais.
A administração municipal afirma que o conjunto de obras representa uma mudança estrutural na organização da saúde pública da capital, buscando adequar a rede assistencial às necessidades atuais da população, ampliar a resolutividade dos serviços e fortalecer o atendimento em todos os níveis de complexidade.


