Goiânia vai ganhar novas pontes para desafogar o trânsito e ligar bairros separados por córregos
Prefeitura prepara projetos para construir até 92 novas travessias de pequeno porte, com investimentos superiores a R$ 100 milhões para ampliar a mobilidade urbana e reduzir a sobrecarga nas principais avenidas da capital.

A Prefeitura de Goiânia prepara um amplo programa de expansão da malha viária com a construção de novas pontes de pequeno porte destinadas a conectar bairros atualmente separados por córregos e áreas de preservação. A iniciativa integra a estratégia da administração municipal para redistribuir o fluxo de veículos, reduzir congestionamentos nas principais avenidas e criar alternativas de deslocamento entre regiões vizinhas.
De acordo com o prefeito Sandro Mabel, estudos técnicos identificaram 92 locais com potencial para implantação de novas travessias, das quais cerca de 50 já estão em fase de elaboração de projetos de engenharia. A expectativa é que a primeira etapa contemple aproximadamente 20 pontes, priorizando regiões onde a ausência de conexões obriga moradores a percorrer grandes distâncias para acessar bairros próximos.
Segundo a prefeitura, a proposta busca fortalecer a mobilidade local, reduzindo a dependência dos grandes corredores viários da cidade. Atualmente, diversos bairros são separados por cursos d’água, o que concentra o tráfego em avenidas estruturais como T-7, T-9 e outras vias arteriais, elevando os índices de congestionamento principalmente nos horários de pico.
Entre os exemplos citados pela administração está a ligação entre os setores Jardim América e Parque Amazônia, separados pelo Córrego Cascavel. Embora geograficamente próximos, os moradores precisam utilizar longos desvios devido à inexistência de uma travessia direta.
A implantação das novas pontes deverá seguir critérios técnicos que incluem estudos topográficos, hidrológicos, geotécnicos, ambientais e de impacto na circulação urbana. Além de reduzir o tempo de deslocamento, as estruturas deverão ampliar a integração entre bairros, facilitar o acesso a equipamentos públicos, estimular o desenvolvimento urbano e melhorar a logística dos serviços de emergência e transporte coletivo.
O programa faz parte de um conjunto de investimentos em infraestrutura urbana cuja previsão supera R$ 100 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 46 milhões já correspondem a contratos firmados ou projetos em fase de contratação para elaboração dos estudos e das futuras obras.
Paralelamente, a administração municipal informou que também desenvolverá Planos Urbanísticos Básicos (PUBs) para orientar o crescimento de diferentes regiões da capital. Um dos primeiros planejamentos deverá abranger a Área de Proteção Ambiental (APA) do Córrego Samambaia, estabelecendo diretrizes para ocupação, mobilidade, infraestrutura e preservação ambiental.
A expectativa da prefeitura é que o conjunto de intervenções contribua para tornar a circulação urbana mais eficiente, reduzir gargalos históricos no sistema viário e oferecer novas alternativas de deslocamento entre bairros, promovendo maior integração territorial e qualidade de vida para a população.
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