Vendedor é preso em Aparecida após usar dados de cliente para compra indevida em rede varejista
Investigação aponta que informações coletadas durante venda de eletrodoméstico teriam sido usadas para aquisição fraudulenta de celular parcelado em 12 vezes

A Polícia Militar prendeu, nesta segunda-feira (25), um vendedor de uma rede varejista instalada em um shopping de Aparecida de Goiânia, suspeito de utilizar dados pessoais de um cliente para realizar uma compra indevida em nome da vítima. O caso é investigado como possível fraude eletrônica e uso indevido de dados pessoais.
Segundo informações apuradas, a vítima havia comparecido à loja em 18 de abril para a compra de uma geladeira. Durante o atendimento, o vendedor solicitou dados pessoais sob a justificativa de atualização cadastral no sistema da rede. Meses depois, o cliente passou a receber notificações de cobrança referentes à aquisição de um telefone celular, parcelado em 12 vezes de R$ 248,99, transação que ele afirma não ter realizado.
Ao identificar as cobranças, o consumidor procurou esclarecimentos e registrou ocorrência na Polícia Civil, dando início à investigação que levou à identificação do suspeito.
Esquema envolveu uso indevido de dados cadastrais
De acordo com os levantamentos iniciais, o caso indica que as informações fornecidas durante a compra presencial teriam sido utilizadas de forma indevida para abertura de compra parcelada em nome da vítima, sem seu consentimento. A operação financeira teria sido registrada em sistema de crédito vinculado à rede varejista.
A prática, segundo especialistas em direito do consumidor, pode configurar crime de estelionato e violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), dependendo da comprovação do uso indevido das informações pessoais.
Prisão e investigação em andamento
Após o registro da ocorrência e o avanço das apurações, equipes da Polícia Militar localizaram e efetuaram a prisão do suspeito nesta segunda-feira. Ele foi encaminhado para os procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil segue investigando se há outros casos semelhantes envolvendo o mesmo vendedor ou a unidade comercial onde ele atuava. Também será apurado se houve falha de segurança nos sistemas internos da rede varejista.
Caso levanta alerta sobre uso de dados em compras presenciais
O episódio reforça discussões sobre segurança de dados em atendimentos presenciais no varejo, especialmente no momento em que consumidores fornecem informações pessoais para cadastro e financiamento de produtos.
Órgãos de defesa do consumidor alertam que qualquer solicitação de dados deve ser acompanhada de transparência sobre sua finalidade e proteção, e que compras não reconhecidas devem ser contestadas imediatamente junto à empresa e registradas formalmente junto às autoridades competentes.
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