Anselmo Pereira acumula notificações da Prefeitura por falta de limpeza em imóveis de Goiânia
Vice-presidente da Câmara recebeu ao menos 11 notificações em 2026 relacionadas a terrenos em diferentes bairros da capital; documentos citam risco sanitário e combate à dengue

O vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira, foi alvo de pelo menos 11 notificações emitidas pela Prefeitura de Goiânia neste ano por irregularidades relacionadas à limpeza e manutenção de imóveis vinculados ao parlamentar na capital. As publicações constam em edições recentes do Diário Oficial do Município (DOM) e envolvem terrenos localizados em bairros como Jardim Itaipu, Vila Rosa e Parque Amazônia.
A mais recente notificação foi publicada no DOM da última quinta-feira (14), justamente no período em que o vereador exercia interinamente o cargo de prefeito da capital. O documento, elaborado pela Secretaria Municipal de Eficiência, lista imóveis considerados em desacordo com as normas urbanísticas e sanitárias exigidas pelo município. Entre os terrenos citados, nove estão localizados no Jardim Itaipu e aparecem vinculados ao nome de Anselmo Pereira.
Segundo os registros oficiais, os proprietários foram intimados a realizar a limpeza das áreas no prazo legal estabelecido pelo município. As exigências incluem retirada de mato alto, eliminação de resíduos sólidos, drenagem adequada dos terrenos e manutenção das áreas livres de materiais considerados nocivos à saúde pública.
As notificações têm como principal fundamento o combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A Prefeitura também aponta preocupação com segurança urbana, acúmulo de lixo e riscos ambientais decorrentes do abandono de terrenos particulares.
Além dos imóveis no Jardim Itaipu, outros dois terrenos ligados ao parlamentar foram mencionados em notificações publicadas anteriormente, em abril deste ano, referentes a áreas situadas na Vila Rosa e no Parque Amazônia.
Ao comentar o caso, Anselmo Pereira afirmou que já providenciou os serviços de limpeza e argumentou que as notificações demonstram que não utiliza sua influência política para evitar fiscalizações municipais. A declaração ocorre em meio ao aumento das ações de combate à dengue em Goiânia, cidade que enfrenta pressão crescente sobre os serviços de saúde em razão das arboviroses.
Os documentos oficiais reforçam que, em caso de descumprimento das determinações, a limpeza poderá ser executada pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), com posterior cobrança dos custos ao proprietário do imóvel, conforme previsto na legislação municipal.
O caso também amplia o debate sobre responsabilidade urbana e cumprimento das normas sanitárias por agentes públicos, especialmente em um cenário de vigilância intensificada contra focos do mosquito transmissor da dengue na capital goiana.
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