Alego articula punição contra Major Araújo e Amauri Ribeiro após escalada de tensão no plenário
Mesa Diretora e Comissão de Ética avaliam sanções disciplinares contra deputados do PL após novos episódios de confronto verbal e ameaça durante sessões da Assembleia Legislativa de Goiás.

A Assembleia Legislativa de Goiás entrou em nova rota de desgaste institucional após o agravamento do conflito entre os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro, ambos do PL. Depois da troca de acusações e da discussão acalorada registrada na última semana, os parlamentares voltaram a protagonizar episódios de tensão no plenário durante sessão realizada nesta terça-feira (12), o que acelerou as articulações internas para aplicação de medidas disciplinares.
Nos bastidores da Casa, a avaliação predominante é de que a Mesa Diretora e a Comissão de Ética devem adotar punições administrativas para conter o avanço do embate político e preservar a ordem regimental. Entre as sanções analisadas, a mais provável é a suspensão temporária do uso da tribuna pelos dois deputados, medida prevista como instrumento de contenção diante de condutas consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar.
O presidente da Comissão de Ética da Alego, deputado Charles Bento, afirmou que haverá uma reunião com o presidente da Casa, Bruno Peixoto, para discutir quais providências poderão ser adotadas dentro das normas regimentais. Segundo ele, o episódio é tratado como uma situação incomum na história recente do Legislativo goiano e exige análise jurídica detalhada.
A crise ganhou novo capítulo quando Major Araújo utilizou a tribuna para solicitar autorização formal da Mesa Diretora para ingressar armado nas sessões parlamentares. Durante o discurso, o deputado afirmou ter sido alvo de ameaças dentro da Assembleia e declarou que não sairia “nos tapas com nenhum vagabundo”, em referência indireta ao colega de bancada.
Pouco depois, já durante sessão extraordinária, Amauri Ribeiro reagiu exibindo vídeos do confronto anterior entre os parlamentares. Nas imagens reproduzidas no plenário, Major Araújo aparece proferindo frases consideradas graves pelos demais deputados, incluindo a afirmação: “Põe a mão em mim que amanhã você amanhece morto”. O episódio levou o presidente Bruno Peixoto a encerrar imediatamente a sessão, sob protestos de Amauri.
O ambiente de instabilidade provocou forte repercussão interna e ampliou a pressão para que a Assembleia adote uma resposta institucional rápida. Parlamentares de diferentes bancadas avaliam que os episódios extrapolaram o campo do embate político e passaram a comprometer o funcionamento do Legislativo, além da imagem pública da Casa.
A Procuradoria-Geral da Alego deverá ser consultada para emitir parecer técnico sobre os limites regimentais das punições possíveis. Entre as hipóteses analisadas estão advertência formal, restrição temporária de manifestações em plenário e eventual abertura de procedimento disciplinar mais amplo, dependendo da evolução do caso.
Apesar do clima de confronto, até o momento não há confirmação de abertura de processo de cassação de mandato. Internamente, contudo, deputados defendem que a situação precisa ser tratada com rigor para evitar novos episódios de ameaça, intimidação ou tumulto dentro do parlamento estadual.
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