Goiânia recupera nota máxima fiscal e volta ao radar de grandes bancos para novos investimentos
Com Capag nível A, prefeitura reabre negociações com instituições financeiras e prepara investimentos em drenagem, saúde e infraestrutura urbana

A Prefeitura de Goiânia voltou ao centro das negociações com grandes instituições financeiras após recuperar a nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador fiscal avaliado pelo Tesouro Nacional que mede a saúde financeira de estados e municípios. A reclassificação recoloca a capital goiana em condição favorável para contratar operações de crédito com garantia da União e juros reduzidos, abrindo espaço para novos investimentos em áreas estratégicas da administração pública.
O balanço foi apresentado pelo secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, que destacou a reorganização fiscal promovida pela atual gestão após um cenário de desequilíbrio financeiro identificado no início do governo. Segundo ele, Goiânia havia sido rebaixada para a chamada “Série C” da Capag devido ao comprometimento das contas públicas, situação que limitava o acesso do município ao mercado de crédito institucional.
Com a recuperação do índice para o nível máximo, bancos públicos e privados retomaram diálogo com a prefeitura. Instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Itaú já discutem possíveis linhas de financiamento para obras estruturantes, principalmente voltadas à macrodrenagem urbana — um dos principais gargalos históricos da capital durante períodos chuvosos.
“Agora o município tem capacidade de escolher as melhores condições financeiras e negociar taxas mais competitivas. A recuperação da Capag muda completamente o ambiente fiscal da cidade”, afirmou o secretário.
A administração municipal projeta utilizar parte dessa nova capacidade de crédito em programas considerados prioritários para infraestrutura urbana, mobilidade e saúde pública. Entre os projetos em destaque está o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), iniciativa que pretende descentralizar recursos para atendimento imediato de demandas emergenciais nas unidades municipais.
O modelo prevê repasses diretos estimados em cerca de R$ 200 mil para cada unidade de saúde, permitindo pequenas aquisições, manutenção e solução rápida de necessidades operacionais sem depender de processos administrativos centralizados. A proposta segue lógica semelhante ao mecanismo já adotado em programas de autonomia financeira na rede educacional.
Segundo Oldair Marinho, a estratégia faz parte de um processo de modernização da gestão fiscal baseado em controle de despesas, qualificação dos gastos públicos e ampliação da capacidade de investimento sem comprometer o equilíbrio financeiro do município.
A Secretaria da Fazenda também informou que Goiânia encerrou 2025 com resultado fiscal superavitário, reflexo das medidas de contenção de gastos implementadas após a decretação de calamidade financeira no início da gestão. Para 2026, a expectativa é manter saldo positivo nas contas públicas, ainda que em menor proporção, devido ao aumento planejado dos investimentos em obras e infraestrutura urbana.
Na área da educação, o secretário confirmou que a prefeitura já concluiu os cálculos relativos ao reajuste do piso salarial do magistério municipal. O impacto financeiro da medida está em fase de tramitação administrativa e deverá seguir para análise legislativa. A gestão afirma que o reajuste previsto supera a inflação oficial medida pelo IPCA no período.
Oldair também ressaltou a importância do diálogo permanente entre prefeitura e entidades sindicais para evitar paralisações e garantir estabilidade na prestação dos serviços públicos essenciais.
Apesar da melhora no cenário fiscal, a prefeitura informou que não há definição sobre novos programas de refinanciamento de dívidas tributárias, os chamados Refis. A equipe econômica afirma que o foco atual permanece na manutenção do equilíbrio fiscal e na ampliação da capacidade de investimento sustentável da capital.
A recuperação da nota Capag é considerada estratégica para Goiânia em um momento em que municípios brasileiros enfrentam aumento de despesas obrigatórias, pressão sobre serviços públicos e necessidade crescente de investimentos em infraestrutura urbana e drenagem.
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