Mabel troca comando da Administração e expõe pressão por resultados na Prefeitura de Goiânia
Saída de Celso Dellalibera ocorre em meio a críticas internas sobre lentidão em licitações; gestor é realocado para cargo estratégico na Comurg

O prefeito Sandro Mabel promoveu uma mudança sensível no núcleo administrativo da Prefeitura de Goiânia ao exonerar o então secretário municipal de Administração, Celso Dellalibera. A saída foi oficializada por publicação no Diário Oficial, formalmente “a pedido”, mas ocorre em um ambiente de desgaste interno marcado por cobranças por maior eficiência na condução de processos estratégicos.
Nos bastidores da administração municipal, a exoneração é interpretada como reflexo direto da insatisfação do chefe do Executivo com o desempenho da pasta, especialmente na gestão de contratos e licitações — áreas consideradas críticas para o andamento de obras, serviços e políticas públicas. A Secretaria de Administração concentra funções-chave como planejamento de compras públicas, gestão de pessoal e controle de processos administrativos, o que a torna um dos eixos operacionais da máquina pública.
Apesar da saída do primeiro escalão, Dellalibera não deixa o governo. Ele foi realocado para a Diretoria Administrativa da Companhia de Urbanização de Goiânia, empresa pública responsável por serviços essenciais como limpeza urbana, coleta de resíduos e manutenção de espaços públicos. A movimentação indica uma tentativa de reaproveitamento técnico em uma área considerada sensível e de alta demanda operacional.
Para ocupar interinamente o comando da secretaria, o prefeito designou Adonídio Neto, que acumula a função com a Secretaria de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços. A escolha por um nome já integrado à gestão sugere uma solução de transição, enquanto o Executivo avalia um substituto definitivo capaz de imprimir maior ritmo à estrutura administrativa.
Do ponto de vista técnico, a mudança sinaliza uma reorientação na governança interna, com foco em acelerar fluxos burocráticos e reduzir gargalos nos processos licitatórios — frequentemente apontados como entraves à execução orçamentária. A lentidão nesses procedimentos pode comprometer cronogramas, elevar custos e impactar diretamente a entrega de serviços à população.
Analistas de gestão pública observam que ajustes no primeiro escalão são comuns em momentos de recalibragem administrativa, sobretudo quando há pressão por resultados em áreas estratégicas. No caso de Goiânia, a substituição reforça a tentativa de alinhar a estrutura interna às metas de eficiência e execução da atual gestão.
A indefinição sobre o titular definitivo da pasta mantém o cenário em aberto, enquanto a administração municipal busca consolidar uma equipe capaz de responder às demandas operacionais e políticas da capital.
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