Caiado vistoria autódromo modernizado e afirma que Goiânia está pronta para recolocar o Brasil no calendário da MotoGP
Com investimento estadual de R$ 250 milhões, circuito passa por homologação da FIM e consolida acordo com a Dorna Sports para sediar o Mundial entre 2026 e 2030

O Autódromo Internacional Ayrton Senna entra na fase final de preparação para receber o MotoGP Brasil 2026, marcando o retorno da principal categoria da motovelocidade ao país após mais de 20 anos. Durante vistoria técnica às instalações, o governador Ronaldo Caiado afirmou que o circuito foi equipado com tecnologia compatível com padrões internacionais exigidos pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
A reforma estrutural, com aporte estadual estimado em R$ 250 milhões, contemplou a reconstrução completa do traçado, alargamento da pista, substituição integral do asfalto e ampliação das áreas de escape com caixas de brita dimensionadas segundo critérios técnicos de segurança. O projeto incluiu ainda modernização dos 22 boxes, nova torre de controle integrada, requalificação dos camarotes e implantação de sistemas de climatização e suporte médico avançado.
Homologação e exigências técnicas
A homologação definitiva da pista depende de inspeção formal da FIM, prevista para ocorrer às vésperas do evento. Técnicos internacionais já acompanharam testes operacionais realizados com pilotos convidados, avaliando aderência do novo pavimento, eficiência das zonas de desaceleração e funcionamento dos dispositivos de proteção, como barreiras infláveis do tipo airfence.
O sistema de monitoramento foi integralmente atualizado, com instalação de 49 câmeras de alta definição distribuídas pelo circuito, capazes de realizar zoom óptico ampliado para acompanhamento de incidentes em tempo real. A central de controle de prova opera com integração de cronometragem digital, telemetria e sensores de pista, exigências do regulamento técnico da categoria.
A parceria firmada entre o Governo de Goiás e a Dorna Sports, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, assegura a realização da etapa brasileira no período de 2026 a 2030. O acordo recoloca o Brasil no calendário oficial do campeonato mundial, hoje composto majoritariamente por sedes europeias e asiáticas.
Impacto econômico e projeção internacional
A expectativa oficial é de público superior a 150 mil pessoas ao longo do fim de semana do Grande Prêmio, com fluxo expressivo de visitantes nacionais e estrangeiros. Estimativas do governo estadual projetam impacto econômico de aproximadamente R$ 870 milhões, considerando setores como hotelaria, transporte, alimentação, comércio e serviços especializados.
A realização da prova deve gerar cerca de 4 mil postos de trabalho diretos e indiretos, especialmente em logística, segurança, montagem de estruturas temporárias e atendimento ao público. A rede hoteleira da Região Metropolitana de Goiânia já opera com alta taxa de reservas para o período do evento.
Programação paralela e legado estrutural
Paralelamente às atividades esportivas, o governo estadual anunciou ações de qualificação profissional vinculadas aos Colégios Tecnológicos de Goiás, com oficinas voltadas à mecânica de motocicletas e veículos leves, integrando o evento à política de formação técnica.
O vice-governador Daniel Vilela destacou que a reestruturação posiciona o autódromo entre os circuitos mais modernos do país, apto a receber outras competições internacionais de automobilismo e motovelocidade.
A modernização permanente da infraestrutura — incluindo equipamentos de segurança adquiridos pelo Estado — permanece como legado após a realização do evento. A estratégia oficial é consolidar Goiânia como polo de grandes competições esportivas e ampliar a inserção do estado no circuito global de eventos de alto impacto econômico.
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