Servidora é exonerada após agressão a criança em Cmei de Ouvidor, no sudeste de Goiás
Imagens de circuito interno embasaram demissão imediata; caso é investigado pela Polícia Civil e reacende debate sobre protocolos de proteção na educação infantil
Uma monitora do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Francisco Neto Almeida das Neves Nascimento, em Ouvidor, no sudeste goiano, foi exonerada após a confirmação de agressão física contra uma criança de 5 anos dentro da unidade escolar. A medida administrativa foi adotada pela Prefeitura após a análise de imagens captadas pelo sistema de monitoramento interno do Cmei, que registraram a conduta da servidora em ambiente de sala de aula.
As imagens, que circularam entre a direção da unidade e a Secretaria Municipal de Educação, mostram a monitora segurando a criança de forma brusca, em atitude incompatível com os protocolos pedagógicos e de cuidado exigidos na educação infantil. Diante do conteúdo registrado, a gestão municipal determinou o desligamento imediato da servidora, que atuava na instituição havia cerca de três anos.
O prefeito de Ouvidor, Cébio Nascimento (Podemos), afirmou que a administração tomou conhecimento do episódio por meio da Secretaria de Educação e que a decisão de exoneração foi baseada na gravidade dos fatos e na necessidade de preservar a integridade física e emocional dos alunos. Segundo o gestor, a Prefeitura adota tolerância zero em relação a qualquer forma de violência no ambiente escolar, especialmente contra crianças.
Após ter acesso às imagens, a família da criança procurou as autoridades policiais e registrou boletim de ocorrência, formalizando a denúncia. Em depoimento preliminar, a ex-monitora alegou que não teria cometido agressão, sustentando que a atitude registrada seria uma forma de repreensão. A versão apresentada, no entanto, não impediu a adoção das medidas administrativas nem afastou a apuração criminal.
A Polícia Civil instaurou procedimento para investigar o caso, que deverá analisar as imagens, ouvir testemunhas e avaliar se a conduta configura crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de outras possíveis tipificações penais. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre eventuais indiciamentos.
Especialistas em educação infantil e direitos da criança destacam que situações dessa natureza evidenciam a importância de formação continuada dos profissionais, fiscalização permanente e canais efetivos de denúncia. O episódio também reacende o debate sobre o uso de câmeras em unidades educacionais como instrumento de transparência, proteção e responsabilização, desde que respeitados os limites legais e a privacidade das crianças.
A Prefeitura informou que reforçará as orientações às equipes pedagógicas e administrativas da rede municipal, além de revisar protocolos internos, com o objetivo de prevenir novos episódios e assegurar um ambiente escolar seguro, acolhedor e alinhado aos direitos fundamentais da infância.
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