CEI do Limpa Gyn exige documentos e reage a críticas de diretor do consórcio
Comissão aprova requerimentos e amplia escopo das investigações sobre contrato milionário de limpeza urbana em Goiânia

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn, instalada na Câmara Municipal de Goiânia, aprovou nesta terça-feira (9) uma série de requerimentos que dão início à coleta de informações sobre a execução do contrato de limpeza urbana da capital. Entre os documentos solicitados estão cópias integrais do contrato firmado com a Prefeitura, seus aditivos, medições de serviços, comprovantes de pagamento e relatórios técnicos que atestem a qualidade da execução.
As empresas que integram o consórcio têm prazo de cinco dias úteis para encaminhar os documentos. Caso não cumpram, poderão ser formalmente convocadas a prestar esclarecimentos na Casa. Além disso, órgãos municipais como a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), a Controladoria-Geral do Município (CGM) e a Agência de Regulação (AR) também foram acionados a fornecer relatórios de acompanhamento, auditorias e pareceres sobre a conformidade do contrato.
Reação às declarações do diretor
A reunião foi marcada por críticas à entrevista concedida no dia anterior por Renan Andrade, diretor-executivo do consórcio, que classificou a CEI como “desnecessária”. O comentário foi rebatido pelos membros do colegiado.
“Não cabe a um prestador de serviço da iniciativa privada dizer o que é necessário ou não ao Parlamento”, afirmou a vereadora Aava Santiago (PSDB), vice-presidente da comissão. Já o presidente da CEI, Welton Lemos (SD), foi mais incisivo: “Estamos pedindo informações e documentos. Chegará o momento em que ele será convocado para explicar o porquê de interferir em atribuições que não lhe dizem respeito”.
Linha de investigação
Entre os pontos que despertam atenção estão os custos da frota de caminhões, o plano de varrição mecanizada e a verificação da compatibilidade entre os valores pagos e os serviços efetivamente executados. A comissão também avalia a convocação de gestores da administração municipal anterior, como Denes Pereira, ex-secretário de Infraestrutura, caso seja necessário.
“O foco não é apenas a assinatura do contrato, mas sobretudo a sua gestão e execução”, destacou Lemos.
As reuniões ordinárias da CEI ocorrem semanalmente, às terças-feiras, às 14h, podendo haver sessões extraordinárias diante de novas demandas do colegiado.
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