Violência flagrante em Aparecida de Goiânia: mulher é agredida com soco na calçada e desmaia
Suspeito foi preso em flagrante após crime registrado por câmeras de segurança. Secretaria de Saúde garantiu atendimento imediato à vítima e reforça importância da rede de proteção a mulheres em situação de violência.
Um ato de violência covarde contra uma mulher, ocorrido no último domingo (29), no setor Jardim Tropical, em Aparecida de Goiânia, gerou forte comoção social e rápida mobilização das forças de segurança e da rede de proteção à mulher no estado. Imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima é violentamente agredida com um soco no rosto por um homem, caindo desacordada na calçada de um estabelecimento comercial.
O agressor foi preso em flagrante pela Polícia Militar, que fazia patrulhamento na região e foi alertada por uma aglomeração de pessoas no local. Testemunhas relataram aos policiais que os dois tinham um relacionamento e que a agressão foi repentina. A vítima foi imediatamente socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, onde recebeu os primeiros atendimentos.
Atuação célere da Secretaria de Saúde garantiu acolhimento e atendimento humanizado à vítima
De acordo com informações apuradas junto à Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, a mulher agredida recebeu atendimento médico imediato na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Tropical, onde passou por exames clínicos e neurológicos. Apesar da gravidade da agressão, foi constatada apenas uma lesão leve, e a paciente foi liberada após observação.
O atendimento seguiu protocolos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, com acolhimento específico para vítimas de violência. A equipe de saúde que prestou assistência foi treinada para lidar com casos de trauma físico e psicológico, garantindo um atendimento respeitoso e livre de revitimização.
Rede de proteção à mulher e articulação com a segurança pública
Além do atendimento de saúde, o caso está sendo acompanhado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), onde a delegada Bruna Coelho conduz as investigações. O agressor, que optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório, segue detido. A polícia trabalha com a tipificação de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar, conforme previsto na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
A Secretaria de Saúde reafirmou que, em casos de violência contra a mulher, a rede de atenção básica e especializada é imediatamente acionada, podendo envolver desde atendimento psicológico até encaminhamento a centros de referência e casas de acolhimento, conforme o grau de risco avaliado.
Importância do combate intersetorial à violência de gênero
Casos como esse reforçam a necessidade da integração entre saúde, segurança pública e justiça, além da conscientização social sobre a gravidade da violência contra a mulher. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) mantém políticas públicas em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Defensoria Pública e o Ministério Público para fortalecer os mecanismos de denúncia, acolhimento e proteção.
Segundo a coordenadora estadual de Saúde da Mulher, Dra. Renata Borges,
“A violência doméstica é uma epidemia silenciosa que precisa ser combatida com vigilância ativa, formação das equipes de saúde e garantia de acesso das mulheres à rede de proteção integral. Nenhuma mulher pode se sentir sozinha ou desamparada.”
Canais de denúncia e apoio à mulher
As autoridades reforçam que denunciar é fundamental. Casos de agressão física, verbal, psicológica ou patrimonial podem ser denunciados por meio dos seguintes canais:
- Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
- Disque 190 – Polícia Militar
- Delegacia da Mulher (DEAM) de Aparecida de Goiânia
- CRAM – Centro de Referência de Atendimento à Mulher
- Unidades de Saúde da Família (USF) e UPAs
Conclusão: resposta ágil e compromisso com a integridade da vítima
O caso do Jardim Tropical não apenas escancara a persistência da violência de gênero, mas também evidencia a importância de uma resposta interinstitucional articulada, em que o atendimento médico, a apuração criminal e o suporte social funcionam em sinergia. A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia atuou com rapidez e sensibilidade, garantindo que a vítima fosse acolhida de forma ética, segura e humanizada, como determina o princípio do SUS como política pública promotora de dignidade e direitos humanos.
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