Temporal provoca queda de 23 árvores, granizo e alagamentos em Goiânia; Jardim Guanabara registra maior volume de chuva
Defesa Civil emite alertas, equipes são mobilizadas em diferentes regiões da capital e acumulado pluviométrico chega a 64 milímetros durante noite de instabilidade intensa

A forte tempestade que atingiu Goiânia na noite de domingo (14) deixou um rastro de transtornos em diversas regiões da capital. Com chuva intensa, descargas elétricas, rajadas de vento e registros pontuais de granizo, o temporal mobilizou equipes da Defesa Civil, da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e de outros órgãos municipais para atender ocorrências relacionadas a alagamentos, quedas de árvores e riscos estruturais.
Dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), apontam que o maior volume de precipitação foi registrado no Jardim Guanabara, na região Norte da capital, onde o acumulado chegou a 64 milímetros. O Setor Sul apareceu na sequência, com 50,4 milímetros, enquanto os bairros Vera Cruz e Leste Universitário registraram 44,6 milímetros cada.
Outras áreas da cidade também apresentaram índices significativos de chuva, incluindo a região da ETA Mauro Borges, com 40,8 milímetros, e o Centro de Goiânia, onde o acumulado alcançou 40,4 milímetros. Em contrapartida, os menores registros foram observados no Morro da Serrinha, com 14,6 milímetros, Jardins Madri, com 18,6 milímetros, e Jardim Curitiba, com 21 milímetros.
A intensidade da precipitação provocou pontos de alagamento em corredores viários e áreas com histórico de acúmulo de água, exigindo atenção redobrada de motoristas e moradores. Diante do avanço das instabilidades, a Defesa Civil emitiu alertas preventivos à população sobre os riscos de enxurradas, quedas de árvores e dificuldades de mobilidade urbana.
Durante o período crítico da tempestade, o prefeito Sandro Mabel utilizou as redes sociais para orientar os moradores a evitarem deslocamentos desnecessários e permanecerem em locais seguros até a normalização das condições climáticas.
Segundo levantamento da Comurg, foram registradas 23 ocorrências relacionadas à queda de árvores e galhos em diferentes bairros da capital. Desse total, 14 envolveram árvores de grande porte e nove corresponderam à remoção de galhos que apresentavam risco à circulação de veículos e pedestres. Equipes operacionais realizaram uma força-tarefa para desobstrução de vias e eliminação de situações de risco.
A Defesa Civil também informou que manteve equipes posicionadas em pontos estratégicos da cidade para resposta rápida a emergências. Entre as ocorrências monitoradas está o atendimento a uma residência no Setor Vera Cruz atingida por lama após o forte volume de chuva registrado na região.
Meteorologistas destacam que episódios de instabilidade como o registrado em Goiânia são característicos da combinação entre altas temperaturas, elevada umidade e formação de núcleos convectivos intensos, capazes de produzir chuva volumosa em curto espaço de tempo, acompanhada por ventos fortes e atividade elétrica significativa.
Apesar dos transtornos, não houve registro oficial de vítimas graves relacionadas ao temporal até a última atualização das autoridades municipais.
Tags: #Goiânia, #Temporal, #ChuvaEmGoiânia, #DefesaCivil, #Comurg, #Granizo, #Alagamento, #JardimGuanabara, #Semad, #Cimehgo, #Clima, #Tempo, #ChuvasIntensas, #QuedaDeÁrvores, #Goiás, #SandroMabel, #VeraCruz, #Meteorologia, #Emergência, #NotíciasDeGoiás


