TCU impõe prazo final para Triunfo deixar concessão da Rota do Pequi, em Goiás
Tribunal determina saída da Concebra até dezembro de 2026 e abre caminho para nova concessão em trecho estratégico das BRs 060 e 153 entre Brasília e Hidrolândia

O Tribunal de Contas da União (TCU) definiu o dia 16 de dezembro de 2026 como prazo máximo para a permanência da Triunfo Concebra na administração da chamada Rota do Pequi, corredor rodoviário considerado um dos mais estratégicos do Centro-Oeste brasileiro. O trecho compreende cerca de 211 quilômetros das BRs-060 e 153, ligando Brasília a Hidrolândia, em Goiás.
A decisão representa mais um capítulo do processo de reestruturação da concessão federal iniciada em 2014 e marca o avanço da transição para um novo operador privado. O acórdão aprovado pelo TCU também valida um acordo que prevê a retirada definitiva da atual controladora e a realização de um procedimento competitivo na B3 para selecionar a futura concessionária responsável pela malha.
O trecho remanescente administrado pela Triunfo Concebra tornou-se alvo de discussões técnicas, jurídicas e regulatórias desde que a empresa solicitou, em 2020, a devolução amigável da concessão ao governo federal. A alegação da companhia foi de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato diante das condições operacionais e da dificuldade de execução integral dos investimentos originalmente previstos.
A antiga concessão abrangia mais de 1,1 mil quilômetros de rodovias federais entre Goiás, Minas Gerais e o Distrito Federal. Após a repactuação conduzida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a malha foi dividida em três novos lotes: Rota do Zebu, Rota Sertaneja e Rota do Pequi.
As duas primeiras já foram transferidas ao consórcio formado pela Way Brasil e Kinea. A Rota do Pequi, no entanto, permaneceu sob responsabilidade da Triunfo Concebra por determinação judicial, até a formalização de um novo contrato de concessão.
A expectativa da ANTT é concluir ainda neste ano os procedimentos necessários para a nova licitação. O modelo discutido prevê modernização operacional, ampliação de serviços ao usuário, reforço na manutenção viária e novos investimentos em segurança e fluidez do tráfego.
O corredor possui importância logística relevante para o escoamento da produção agroindustrial, transporte de cargas e mobilidade regional. O trecho também concentra elevado fluxo diário de veículos leves e pesados, principalmente entre Goiânia, Anápolis e Brasília.
Mesmo com a definição do prazo de saída, a Triunfo Concebra informou que seguirá executando os serviços previstos contratualmente até o encerramento oficial da operação. Entre as atividades mantidas estão conservação da pista, atendimento mecânico emergencial, socorro médico e monitoramento operacional das rodovias.
A empresa afirmou ainda que o processo segue sob cláusula de confidencialidade e, por isso, não comentaria detalhes adicionais da negociação em andamento.
A decisão do TCU reforça o movimento do governo federal de reestruturar contratos de infraestrutura considerados problemáticos ou financeiramente desequilibrados, utilizando mecanismos de solução consensual e relicitação para garantir continuidade dos serviços e segurança jurídica aos investimentos.
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