Segurança de festa é preso por suspeita de matar jovem após evento, em Rio Verde
Investigado teria atirado pelas costas de rapaz de 22 anos na saída de uma festa; após o crime, deixou Rio Verde e foi localizado escondido em Caçu durante a Operação Asfáleia
Um segurança particular foi preso pela Polícia Civil suspeito de envolvimento na morte de um jovem de 22 anos, baleado pelas costas após uma festa em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (2), durante a Operação Asfáleia, conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), que apura as circunstâncias do homicídio ocorrido na madrugada de 25 de julho.
Segundo a investigação, Rafael Lourenço Costa foi abordado por seguranças que trabalhavam no evento depois do encerramento da festa realizada na casa de eventos Barracão. Durante a abordagem, um dos integrantes da equipe teria efetuado o disparo que atingiu o jovem pelas costas.
Ferido, Rafael caiu no chão e pediu ajuda às pessoas que estavam próximas. De acordo com a Polícia Civil, ele chegou a pedir socorro dizendo: “Por favor, não deixa eu morrer”. O proprietário da casa de eventos levou o jovem para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas ele não resistiu aos ferimentos.
Investigação levou até Caçu
Após o homicídio, o principal investigado deixou Rio Verde. Conforme os levantamentos realizados pelo GIH, ele passou a se esconder em endereços de terceiros no município de Caçu, também na região sudoeste do Estado.
A investigação identificou um dos locais onde o homem estaria escondido, a aproximadamente 103 quilômetros de Rio Verde. Com base nas informações reunidas durante as diligências, a Polícia Civil deflagrou a operação para cumprir as determinações judiciais.
A ação começou por volta das 5h, com o cumprimento de um mandado de prisão e cinco mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à investigação do homicídio.
Durante as diligências, os policiais localizaram o principal investigado em uma residência em Caçu. Segundo a Polícia Civil, ele tentou evitar o cumprimento da ordem judicial ao perceber a presença das equipes, mas acabou detido.
No local, os agentes também apreenderam um simulacro de arma de fogo. O objeto foi recolhido durante a ação policial.
Outro segurança foi preso
As diligências resultaram ainda na prisão em flagrante de outro segurança que havia trabalhado na festa investigada. Conforme a Polícia Civil, ele foi encontrado com uma arma de fogo em situação irregular e acabou detido por posse irregular de arma de fogo.
A prisão ocorreu no cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão expedidos no curso da investigação. A situação desse segundo investigado é, portanto, distinta daquela atribuída ao homem apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do homicídio.
Crime ocorreu após o encerramento da festa
A investigação aponta que o homicídio aconteceu depois do término do evento, quando Rafael teria sido abordado pela equipe de segurança que trabalhava no local.
Ainda conforme a apuração policial, o disparo atingiu o jovem pelas costas. Depois de ser ferido, ele caiu e pediu socorro. O proprietário da casa de eventos realizou o transporte da vítima até uma UPA, mas o jovem não sobreviveu.
A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer integralmente o que aconteceu naquele momento, incluindo a dinâmica da abordagem e eventual participação de outras pessoas.
Até o momento, as informações divulgadas oficialmente não apontam uma motivação definitiva para o homicídio. Por isso, qualquer hipótese sobre o que teria provocado a abordagem ou o disparo depende da conclusão das investigações.
Investigação continua
O homem preso como principal investigado foi encaminhado ao sistema de Justiça e permanece à disposição do Poder Judiciário. Ele é investigado por homicídio qualificado, conforme a classificação informada pela Polícia Civil.
A prisão, entretanto, não representa conclusão do processo. A investigação ainda deverá reunir elementos para esclarecer as circunstâncias do crime, a participação individual dos envolvidos e os demais aspectos que permanecem pendentes.
A Operação Asfáleia representa uma etapa da apuração conduzida pelo GIH de Rio Verde. A Polícia Civil continua realizando diligências para esclarecer completamente o homicídio e verificar se outras pessoas tiveram participação no episódio.
O caso reforça a importância da investigação técnica na reconstrução de crimes violentos, especialmente quando há diferentes pessoas presentes no local e versões que precisam ser confrontadas com provas, depoimentos e demais elementos reunidos pelos investigadores.
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