Receita Federal apreende quase 200 canetas emagrecedoras avaliadas em R$ 500 mil no Aeroporto de Brasília
Produto exige prescrição médica e transporte controlado; passageiro que levava a carga foi conduzido à Polícia Federal, que apura suspeita de falsificação e contrabando

A Receita Federal apreendeu, nesta sexta-feira (15), uma mala contendo 194 canetas emagrecedoras no Aeroporto Internacional de Brasília. O material, avaliado em cerca de R$ 500 mil, estava na bagagem de um passageiro que seguia viagem de Boa Vista (RR) para Recife (PE).
A fiscalização foi realizada durante inspeção de rotina no desembarque. Ao abrir a mala, agentes encontraram caixas ocupando praticamente todo o espaço interno, acondicionadas sem controle de temperatura adequado, o que já configura irregularidade no transporte.
Segundo a Receita, o medicamento apreendido pertence à categoria de produtos de uso restrito, cujo comércio e circulação exigem prescrição médica e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O transporte irregular levanta suspeitas de contrabando, falsificação e risco à saúde pública, já que versões não certificadas do produto circulam no mercado paralelo.
Investigação e possíveis crimes
O passageiro foi encaminhado à Polícia Federal (PF), responsável por conduzir as investigações. Ele poderá responder por crimes como contrabando, falsificação de medicamento e infração sanitária, cujas penas podem incluir detenção e multas elevadas.
A carga será submetida a perícia para verificar a autenticidade das canetas e sua origem. A Receita Federal informou que há indícios de que os produtos foram adquiridos no exterior, possivelmente em Londres, e enviados primeiro a Boa Vista (RR) antes de serem transportados pelo homem.
Crescente apreensão de emagrecedores
Nos últimos meses, autoridades sanitárias e fiscais têm intensificado operações contra o comércio irregular de emagrecedores, especialmente canetas injetáveis que contêm semaglutida, substância que ganhou notoriedade como auxiliar no controle de peso, mas que só pode ser utilizada sob prescrição médica e acompanhamento profissional.
A Anvisa já alertou que a circulação de versões falsificadas ou importadas ilegalmente representa alto risco de efeitos adversos, incluindo distúrbios metabólicos e cardiovasculares.
Próximos passos
A Polícia Federal deverá aprofundar as investigações para identificar possíveis conexões com redes de importação e distribuição clandestina do medicamento no Brasil. Enquanto isso, todo o lote permanecerá retido até a conclusão da perícia.
Tags: #ReceitaFederal #PolíciaFederal #AeroportoDeBrasília #Contrabando #MedicamentosIrregulares #Semaglutida #SaúdePública

