Professor universitário é preso por suspeita de homicídio de cantor em Goiânia: crime teria motivação passional
Docente de psicologia foi capturado ao lado do pai durante tentativa de fuga em Catalão; corpo de Bruno Gama Duarte foi encontrado no Bosque dos Buritis com marcas de facadas. Polícia apura crime passional motivado por ciúmes.

Um professor universitário de 35 anos foi preso, nesta segunda-feira (28), suspeito de envolvimento no homicídio do cantor Bruno Gama Duarte, cujo corpo foi encontrado com múltiplas perfurações de faca no Bosque dos Buritis, região central da capital goiana. A prisão foi realizada em Catalão, no sudeste de Goiás, quando o investigado tentava deixar a cidade com o auxílio do pai, segundo informou a Polícia Militar (PM).
A tentativa de fuga foi frustrada por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), que interceptaram uma Toyota SW4 ocupada pelo suspeito e seu pai. Ambos foram conduzidos à Central de Flagrantes de Catalão. O nome do professor não foi divulgado oficialmente até o momento, e a defesa ainda não se manifestou.
De acordo com a PM, o motivo do crime seria passional: o professor estaria inconformado com o fato de Bruno Gama manter um relacionamento com sua ex-namorada. A vítima era reconhecida no meio musical e possuía um histórico de apresentações em eventos culturais da cidade, sendo descrita por amigos como uma pessoa “gentil, respeitosa e confiável”.
A investigação foi assumida pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que trabalha com a hipótese de crime premeditado. Fontes da polícia indicam que o local do crime, o Bosque dos Buritis — tradicional ponto turístico e cultural de Goiânia — pode ter sido escolhido por sua relativa tranquilidade nas primeiras horas da manhã de sábado, quando o crime teria ocorrido.
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada por populares logo após a descoberta do corpo. Segundo os agentes que atenderam a ocorrência, Bruno Gama já estava sem vida ao ser encontrado no interior do parque, com ferimentos compatíveis com faca.
O velório e o enterro do artista ocorreram no domingo (27), no cemitério Jardim das Palmeiras, sob forte comoção de familiares, colegas e membros da comunidade artística local. Nas redes sociais, a comoção foi imediata, com manifestações pedindo celeridade nas investigações e punição exemplar para o responsável pelo crime.
Fontes ligadas à instituição de ensino onde o professor lecionava — um curso de psicologia na cidade de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal — afirmaram que ele exercia funções acadêmicas regulares, sem histórico de conduta violenta. A Polícia Civil ainda apura se a arma utilizada no crime já foi localizada e se houve participação de terceiros na preparação da fuga.
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) ainda não divulgou nota oficial sobre o caso. A expectativa é que a motivação do crime e os elementos que levaram à identificação do suspeito sejam esclarecidos nos próximos dias, com base nas provas técnicas, perícia do local do crime e depoimentos de testemunhas.
O caso reforça a preocupação com a escalada de crimes de motivação passional no estado, especialmente os que envolvem relações afetivas encerradas e sentimentos de posse. Em 2024, Goiás já registrou mais de 30 ocorrências com características semelhantes, conforme dados da Polícia Civil.
Enquanto a investigação segue, a comunidade cultural de Goiânia exige justiça e a preservação da memória de Bruno Gama, cuja trajetória artística é lembrada como exemplo de dedicação e sensibilidade. A prisão do suspeito representa, para familiares e amigos da vítima, o primeiro passo em direção à responsabilização do crime que chocou a capital.
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