Uma operação integrada da Prefeitura de Goiânia realizou, na quinta-feira (5), a desocupação e a retirada de resíduos acumulados irregularmente em um imóvel na Rua 72, no Setor Central. O espaço vinha sendo utilizado como depósito de materiais e local de atividades de reciclagem, apesar de já ter sido interditado pelo poder público.
A intervenção reuniu equipes de diferentes órgãos municipais e forças de segurança. A operação foi coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), com participação das secretarias municipais de Eficiência (Sefic), Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) e Saúde (SMS), além da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Guarda Civil Metropolitana (GCM), Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e Polícia Militar.
Segundo a administração municipal, os responsáveis pelo imóvel já haviam sido comunicados sobre a necessidade de regularização e retirada dos materiais. Mesmo após a interdição, porém, o local continuou sendo utilizado de forma irregular, o que motivou a nova intervenção.
Moradores relatavam problemas há cerca de um ano e meio
A situação do imóvel vinha sendo motivo de reclamações de moradores da região há aproximadamente um ano e meio. Entre os problemas relatados estavam o acúmulo de grandes quantidades de materiais, o aumento da circulação de pessoas e veículos e a presença de animais considerados transmissores de doenças ou potencialmente perigosos, como baratas, ratos e escorpiões.
Os moradores também manifestavam preocupação com a segurança nas proximidades. Segundo os relatos, a movimentação no imóvel gerava receio de ocorrências como pequenos furtos e receptação de objetos. Essas manifestações representam preocupações da vizinhança e não significam que crimes tenham sido comprovadamente praticados no local.
A retirada dos resíduos busca eliminar o acúmulo irregular e reduzir os problemas ambientais e sanitários associados à situação. A presença de materiais armazenados sem controle adequado pode favorecer a proliferação de pragas e comprometer as condições de higiene do entorno.
Imóvel continuará interditado
A Prefeitura informou que a interdição do imóvel permanece em vigor mesmo após a operação de limpeza. A medida impede que o espaço volte a ser utilizado sem a devida autorização dos órgãos competentes.
De acordo com a administração municipal, uma eventual reabertura sem autorização poderá resultar no encaminhamento da ocorrência à delegacia para apuração de possível descumprimento de embargo ambiental.
A Prefeitura também esclarece que estabelecimentos que trabalham com armazenamento e reciclagem de materiais precisam cumprir exigências legais, incluindo alvará municipal de localização e funcionamento e licença ambiental.
A regularização é necessária para que a atividade seja exercida dentro das condições estabelecidas pela legislação, com controle sobre o funcionamento, a destinação dos materiais e os impactos ambientais e sanitários.
Operação reuniu diferentes órgãos municipais
A atuação conjunta envolveu setores responsáveis pela fiscalização urbana, assistência social, saúde, infraestrutura, limpeza pública e segurança. A participação de diferentes órgãos permitiu concentrar, em uma mesma operação, medidas relacionadas à desocupação, à retirada dos materiais e à fiscalização do imóvel.
A Comurg participou dos trabalhos de limpeza, enquanto os demais órgãos atuaram conforme suas atribuições administrativas e operacionais. A presença das forças de segurança integrou o planejamento da ação.
Até as informações divulgadas pela Prefeitura, não foram apresentados dados consolidados sobre a quantidade de resíduos retirada, o número de veículos utilizados ou a quantidade de pessoas abordadas durante a operação.
A intervenção atende a uma demanda antiga de moradores do Setor Central e busca impedir que o imóvel volte a funcionar irregularmente. A manutenção da interdição e a fiscalização do cumprimento das exigências legais serão fundamentais para evitar a retomada do problema na região.
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