Prefeitura de Goiânia lança editais que destinam quase R$ 14 milhões à cultura e ampliam acesso a recursos públicos
Pacote reúne oito editais da Política Nacional Aldir Blanc e um da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com mais de 500 oportunidades para artistas, coletivos e produtores culturais da capital

A política cultural de Goiânia ganha novo fôlego em 2026 com o lançamento de um amplo conjunto de editais que destinam quase R$ 14 milhões ao setor artístico local. Anunciadas pelo prefeito Sandro Mabel, as iniciativas reúnem oito editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e um edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, consolidando um dos maiores volumes de investimento direto já destinados à classe cultural da capital em um único ciclo de fomento.
O processo é conduzido pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e contempla artistas, produtores, grupos, coletivos e fazedores de cultura de diferentes linguagens, com inscrições realizadas exclusivamente de forma online, entre os dias 12 de fevereiro e 13 de março. A proposta central é ampliar o alcance dos recursos públicos, democratizar o acesso aos editais e fortalecer a cadeia produtiva da cultura em Goiânia.
Segundo a gestão municipal, a estruturação dos editais priorizou a pulverização dos recursos, com valores ajustados para permitir maior número de contemplados. A expectativa é gerar impacto direto na economia criativa, com estímulo à produção, circulação e profissionalização artística, além da geração de renda e empregos indiretos no setor.
O secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, destacou que o lançamento antecipado dos editais busca garantir a execução dos projetos ainda no início do ano, assegurando que os recursos circulem de forma mais ágil. De acordo com ele, a soma dos valores da PNAB e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura alcança patamar inédito na capital, refletindo uma política pública orientada para resultados econômicos e sociais.
No âmbito da Política Nacional Aldir Blanc, os oito editais somam R$ 9,34 milhões e integram uma política nacional continuada de financiamento cultural, coordenada pelo Ministério da Cultura. Podem participar pessoas físicas e jurídicas com atuação comprovada em Goiânia há, no mínimo, dois anos, mediante documentação apresentada no ato da inscrição. O pagamento dos recursos está condicionado à comprovação da execução dos projetos aprovados, conforme as regras de cada edital.
As linhas de fomento da PNAB abrangem criação, montagem, circulação e difusão de produções artísticas nos segmentos de audiovisual, artes visuais, teatro, dança, circo, música, literatura, arte e mídias interativas. Há ainda editais específicos para ações formativas, manifestações culturais, criações funcionais, preservação do patrimônio cultural, além de obras e reformas de espaços culturais. No eixo Cultura Viva, estão previstas premiações para pontos de cultura, bolsas para mestres e mestras da cultura popular, além da realização de fóruns e teias culturais.
Já a Lei Municipal de Incentivo à Cultura concentra R$ 4,19 milhões em um único edital, previsto para 2026, contemplando projetos nas áreas de circo, dança, teatro, artes visuais, audiovisual, literatura, música, cultura popular, ações formativas, iniciativas do terceiro setor de abrangência cultural e pequenas adaptações estruturais. O modelo busca incentivar tanto produções consolidadas quanto iniciativas de menor porte, ampliando a diversidade de propostas atendidas.
A Secretaria Municipal de Cultura destaca que todos os editais seguem critérios técnicos, com comissões avaliadoras especializadas e mecanismos de transparência e controle. As informações completas sobre regras, prazos, documentação exigida e formulários de inscrição estão disponíveis nos canais oficiais da Secult e da Prefeitura de Goiânia.
Com o novo pacote de investimentos, a administração municipal aposta no fortalecimento do empreendedorismo cultural e na consolidação da cultura como vetor estratégico de desenvolvimento urbano, inclusão social e dinamização econômica, em um cenário no qual o setor cultural ainda busca recomposição após anos de instabilidade financeira e descontinuidade de políticas públicas.
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