Prefeitura de Goiânia anuncia programa com 480 intervenções urbanas e investimento estimado em R$ 15 milhões
Iniciativa “Obras Cidadãs – Gestão que Resolve” prevê execução descentralizada, teto orçamentário por projeto e participação comunitária estruturada

A Prefeitura de Goiânia apresentou o programa “Obras Cidadãs – Gestão que Resolve”, iniciativa que projeta a realização de até 480 intervenções urbanas ao longo de 2026, com investimento global estimado em R$ 15 milhões. A proposta, segundo a administração municipal, é concentrar esforços em demandas pontuais de infraestrutura urbana, priorizando ações de baixo custo e rápida execução em diferentes bairros da capital.
O modelo financeiro estabelece limite de até R$ 35 mil por intervenção, o que permite a execução de aproximadamente 40 obras mensais, com aporte máximo de R$ 1,5 milhão por mês. A estratégia se baseia na pulverização dos recursos, buscando ampliar a capilaridade das ações e alcançar um número expressivo de comunidades.
As intervenções previstas incluem manutenção e ampliação de iluminação pública, recuperação de calçadas e pavimentação localizada, instalação de equipamentos em praças, revitalização de áreas de lazer, implantação de parques infantis e melhorias em espaços esportivos. A expectativa da gestão é beneficiar cerca de 750 mil moradores ao longo do ano, especialmente em regiões com demandas reprimidas por infraestrutura básica.
Governança e fluxo operacional
O programa será estruturado em sete etapas administrativas, com ênfase em participação popular e controle interno. As demandas deverão surgir em reuniões comunitárias, nas quais moradores apresentam prioridades locais. Vereadores atuarão como interlocutores formais dessas solicitações junto ao Executivo.
Após o encaminhamento à Secretaria de Governo (Segov), as propostas passarão por avaliação técnica e orçamentária da Secretaria Municipal de Planejamento (Secap), responsável por verificar viabilidade financeira e adequação aos parâmetros legais. A execução ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), que coordenará licitação — quando necessária —, contratação e acompanhamento das obras.
Segundo o modelo apresentado, todos os processos administrativos, incluindo valores, cronogramas e relatórios de entrega, deverão ser disponibilizados no portal oficial do município, em consonância com as diretrizes da Lei de Acesso à Informação e normas de transparência pública.
Foco em impacto local e controle de custos
A concepção do programa privilegia intervenções de pequena escala, mas com impacto direto no cotidiano dos bairros. Especialistas em gestão urbana apontam que iniciativas dessa natureza podem elevar a percepção de qualidade do espaço público quando há planejamento territorial consistente e fiscalização adequada.
O desafio central, segundo técnicos da área, será assegurar padronização de critérios na escolha das obras, evitando sobreposição de demandas e garantindo distribuição equitativa entre regiões administrativas. Outro ponto sensível envolve o acompanhamento da execução para assegurar que o limite orçamentário por projeto não comprometa qualidade técnica ou durabilidade das intervenções.
A prefeitura ainda deverá detalhar cronograma completo, metas regionais e mecanismos de monitoramento externo, incluindo eventual participação de conselhos municipais ou órgãos de controle.
Se implementado conforme anunciado, o programa representará uma estratégia de microintervenções urbanas em larga escala, com foco na descentralização de recursos e na aproximação entre gestão pública e demandas comunitárias.
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