Polícia prende ex-funcionária suspeita de desviar quase R$ 1 milhão em esquema de fraudes com Pix
Operação Clã Financeiro, deflagrada pelo Geic em Anápolis, apura rede formada por ex-colaboradora de empresa em Goianápolis, que incluía familiares e amigos no recebimento irregular de pagamentos

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Anápolis, prendeu uma ex-funcionária de uma empresa sediada em Goianápolis, acusada de liderar um esquema de fraudes eletrônicas que desviou cerca de R$ 1 milhão ao longo de dois anos. A ação, batizada de Operação Clã Financeiro, foi realizada nesta terça-feira (9) e contou com o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, além do sequestro de bens.
De acordo com as investigações, a ex-colaboradora aproveitava sua posição de confiança para alterar os documentos de pagamento de fornecedores da empresa, inserindo chaves Pix de parentes e amigos. Com isso, os valores destinados a transações legítimas eram desviados automaticamente para contas de pessoas próximas a ela, configurando, segundo a polícia, uma associação criminosa estruturada.
As apurações revelaram que a fraude vinha sendo praticada de forma sistemática, o que elevou os prejuízos a patamares próximos de R$ 1 milhão. A empresa, ao identificar inconsistências nos pagamentos, acionou as autoridades. O Geic representou ao Judiciário de Goianápolis por medidas cautelares, que foram deferidas.
Na operação, além da prisão da ex-funcionária, foram apreendidos celulares de suspeitos de emprestar contas para receber os valores desviados, incluindo familiares de primeiro grau e amigos próximos da investigada. Para garantir o ressarcimento da vítima, também foram bloqueados valores em contas bancárias, sequestrado um imóvel e apreendidos três veículos ligados ao grupo.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para aprofundar a análise das movimentações financeiras e identificar a participação de outros envolvidos. O caso pode resultar em acusações de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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