Polícia Civil deflagra Operação Bumerangue contra ameaças a servidores públicos, em Goiás
Mandados de busca e medidas cautelares são cumpridos após investigação identificar perseguição e intimidação de autoridades por parte de investigado.

A Polícia Civil de Goiás, por meio do 8º Distrito Policial e da 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), deflagrou nesta sexta-feira (23/01) a Operação Bumerangue, destinada a interromper a prática reiterada de crimes de perseguição, ameaça, coação processual e injúria contra servidores públicos. A ação resultou no cumprimento de mandado de busca e na aplicação de medidas cautelares que visam proteger a integridade física e funcional das vítimas.
As medidas impostas ao investigado incluem proibição de acesso a delegacias e à sede do Ministério Público e vedação de contato com vítimas e testemunhas. Segundo a investigação, o indivíduo passou a praticar atos de intimidação e constrangimento após decisões desfavoráveis em procedimentos apuratórios nos quais figurava como parte interessada.
De acordo com os autos, o investigado utilizava áudios com conteúdo ofensivo, além de ligações telefônicas frequentes aos órgãos investigativos, com o objetivo de perturbar o funcionamento regular das instituições. Em mensagens dirigidas a servidores, empregava expressões pejorativas e ameaçadoras, como “incompetente”, “pilantra”, “palhaço”, “covarde” e a frase “vamos falar cara a cara no meio da rua”.
A investigação ainda identificou o envio reiterado de denúncias infundadas contra promotor e delegado responsáveis, evidenciando um padrão de comportamento obsessivo, capaz de gerar medo e restrição da liberdade das vítimas, além de prejudicar o andamento regular dos procedimentos administrativos e judiciais.
O cumprimento das medidas cautelares marca o início de um esforço conjunto da Polícia Civil e do Ministério Público para garantir a segurança funcional e pessoal dos servidores, ao mesmo tempo em que mantém a investigação aberta para identificar possíveis crimes adicionais cometidos por meio digital e redes sociais.
Em nota, a Polícia Civil destacou que o descumprimento das restrições poderá resultar em prisão preventiva do investigado, reiterando o compromisso do Estado em proteger autoridades e servidores públicos contra atos de intimidação e coação.
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