PM do Paraná é preso em Aparecida de Goiânia sob suspeita de manter prima em cárcere privado por semanas
Mulher conseguiu fugir sem o celular e pedir ajuda a familiares; policial foi detido em flagrante e terá caso analisado pela Justiça especializada em violência doméstica

Um cabo da Polícia Militar do Paraná foi preso em flagrante em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, sob suspeita de manter a própria prima em cárcere privado por cerca de 20 dias, além de responder por crimes graves associados à violência doméstica. A prisão ocorreu na noite de domingo (1º), no Residencial Alvaluz, após a vítima conseguir escapar da residência e acionar a polícia.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar de Goiás, a mulher relatou que era impedida de sair de casa e mantida sob controle do suspeito. A fuga teria sido possível quando ela pediu para ir a um comércio próximo; o homem permitiu a saída, mas sem o telefone celular, o que reforça, segundo os policiais, o contexto de restrição de liberdade. Em seguida, a vítima procurou ajuda na casa de um familiar e acionou as autoridades.
O suspeito foi identificado como J.R.P.A, de 42 anos, cabo da Polícia Militar do Paraná, conforme registros do Portal da Transparência. Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma arma de fogo institucional, que foi entregue voluntariamente e apresentada à autoridade policial. Questionado, o militar negou as acusações, afirmando apenas que houve uma discussão entre as partes.
A ocorrência foi registrada como flagrante, e o caso passou a tramitar na esfera da Justiça especializada em violência doméstica e familiar, dada a natureza dos fatos e o vínculo entre suspeito e vítima. O policial deverá passar por audiência de custódia nesta terça-feira (3), no 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Aparecida de Goiânia, onde serão avaliadas a legalidade da prisão e as medidas cautelares cabíveis.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem. A defesa do suspeito também não foi localizada para comentar o caso. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura as circunstâncias, a duração do suposto cárcere e outros elementos que possam esclarecer os fatos, preservando a identidade e a integridade da vítima, conforme prevê a legislação.
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