Pai é preso em Goiânia após manter filho desaparecido por quase dois anos fora do convívio materno
Operação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás e unidade especializada de São Paulo localiza criança de 9 anos em pousada; investigação aponta descumprimento de guarda e indícios de cárcere privado
A Polícia Civil prendeu, em Goiânia, um homem investigado por retirar o próprio filho, de 9 anos, da guarda materna sem autorização judicial e mantê-lo afastado da família por aproximadamente dois anos. A captura ocorreu em uma pousada da capital goiana, após trabalho integrado entre a Polícia Civil do Estado de Goiás e a Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A ordem de prisão preventiva foi cumprida em operação articulada pela Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), vinculada à corporação goiana, em cooperação com a Divisão Especializada de Investigações Criminais de Araçatuba (Deic/Deinter 10), responsável pelo inquérito em São Paulo.
Segundo a apuração policial, o investigado teria retirado o menino da convivência com a mãe sem consentimento e sem respaldo judicial, descumprindo decisão relacionada à guarda. A criança era considerada desaparecida desde então. Durante o período, não frequentou a escola e permaneceu em endereço não informado às autoridades ou à família materna.
As diligências indicaram que pai e filho estavam hospedados em uma pousada situada em área isolada de Goiânia. No momento da abordagem, o menino foi localizado no quarto onde, conforme relato prestado às autoridades, permanecia a maior parte do tempo com o pai, com restrições de contato externo.
O investigado responderá por sequestro e cárcere privado qualificado, tipificações previstas no Código Penal quando há privação de liberdade com circunstâncias agravantes. A prisão preventiva foi decretada para assegurar a ordem pública e a regular tramitação do processo.
Após a localização, a criança foi submetida a avaliação preliminar e, conforme informado pela Polícia Civil, estava em boas condições de saúde. O menino foi entregue à mãe, restabelecendo-se a guarda conforme determinação judicial.
O caso reforça a importância da cooperação interestadual em investigações que envolvem desaparecimento de menores e disputas de guarda com indícios de ilícito penal. A Polícia Civil informou que o inquérito prossegue para detalhar as circunstâncias da permanência da criança em Goiás e eventual responsabilização adicional do investigado.
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