Operadora de caixa é agredida por cliente em supermercado de Trindade; caso é tratado como lesão corporal
Funcionária de 20 anos sofreu ferimentos leves e foi atendida em UPA; suspeita assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência, segundo a PM
Uma operadora de caixa de 20 anos foi agredida com um tapa no rosto por uma cliente de 47 anos em um supermercado de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. A ocorrência foi enquadrada pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) como lesão corporal dolosa, e a suspeita assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
De acordo com informações repassadas pelo capitão Victor Hugo, da PMGO, o desentendimento teve início durante o pagamento de compras. A cliente realizava a contagem de dinheiro no caixa, o que teria provocado demora no atendimento. Para evitar retenção da fila, a operadora autorizou que outro consumidor fosse atendido provisoriamente enquanto a contagem era concluída. A decisão desencadeou a reação da cliente.
Imagens do circuito interno de segurança registraram o momento em que a mulher ultrapassa a esteira do caixa e atinge o rosto da funcionária. O vídeo passou a circular entre moradores e reforça a materialidade da agressão.
A vítima apresentou corte superficial e vermelhidão na face. Ela foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu avaliação médica e foi liberada em seguida. O caso não evoluiu para registro formal na Polícia Civil, uma vez que, conforme a PM, foi lavrado TCO no local — procedimento adotado para infrações de menor potencial ofensivo, conforme a Lei nº 9.099/95.
À imprensa, a jovem relatou abalo emocional após o episódio. Disse sentir-se humilhada e insegura para retornar ao trabalho no dia seguinte. A suspeita afirmou que não pretende se manifestar publicamente.
Especialistas em direito penal observam que, mesmo em hipóteses de lesão leve, a agressão física em ambiente de trabalho pode gerar desdobramentos cíveis, inclusive com possibilidade de indenização por danos morais. O episódio reacende o debate sobre a exposição de trabalhadores do comércio a situações de violência e sobre a necessidade de protocolos preventivos e suporte psicológico em ambientes de atendimento ao público.
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