Mulher é presa após manobras perigosas, desacato e injúria racial contra policial em Goiânia
Condutora apresentava sinais de embriaguez, realizou manobras arriscadas em via pública, recusou o bafômetro e foi autuada por crimes de trânsito, desacato e injúria racial, segundo a Polícia Militar.
Uma mulher foi presa em flagrante na noite de sexta-feira (23), em Goiânia, após protagonizar uma sequência de infrações e crimes que mobilizaram equipes da Polícia Militar na Avenida Parque Atheneu, em frente a uma distribuidora de bebidas. De acordo com a corporação, a condutora realizava manobras perigosas, conhecidas popularmente como “cavalo de pau”, colocando em risco pedestres e outros motoristas.
Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, a mulher apresentava sinais evidentes de embriaguez, como alteração no comportamento, dificuldade de coordenação e fala desconexa. Durante a abordagem, foi constatado ainda que o veículo estava com o licenciamento em atraso, o que motivou a adoção das medidas administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, incluindo a remoção do automóvel.
No momento em que o carro seria apreendido, a situação evoluiu para um cenário de confronto verbal. Conforme relato da Polícia Militar, a condutora e um passageiro passaram a desacatar os agentes, desobedecer ordens legais e oferecer resistência à ação policial, utilizando xingamentos e expressões ofensivas. Durante a ocorrência, um dos policiais militares foi alvo de injúria racial, com a utilização de termos pejorativos de cunho discriminatório, fato que foi registrado em vídeo pela própria corporação e anexado aos autos.
Ainda de acordo com a PM, a mulher se recusou a realizar o teste do etilômetro. Diante da recusa, foi submetida a exame de alcoolemia e autuada administrativamente por dirigir sob influência de álcool, conforme determina a legislação de trânsito. A Polícia Civil informou que os envolvidos foram presos em flagrante e que foi instaurado inquérito policial para apurar os crimes de trânsito, desacato, resistência e injúria racial.
O policial militar ofendido manifestou formalmente o interesse em representar criminalmente pelo crime de injúria racial, o que poderá agravar a responsabilização penal da investigada. Até a conclusão desta matéria, a identidade dos envolvidos não havia sido divulgada, o que impossibilitou o contato para manifestação da defesa.
Em nota oficial, a Polícia Militar de Goiás afirmou que não tolera qualquer forma de discriminação, preconceito ou desrespeito contra seus integrantes ou contra a população, e ressaltou que atua de maneira firme, técnica e dentro da legalidade para garantir a ordem pública e o cumprimento da lei.
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