23 de janeiro de 2026
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Médica é presa e clínica Nutrir parcialmente interditada em Goiânia por exercício ilegal da medicina e propaganda enganosa

Operação conjunta da Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Conselho de Educação Física desmonta esquema de atendimentos clandestinos, uso irregular de substâncias e funcionamento ilegal de academia no Setor Bueno.
A Médica foi enquadrada inicialmente no artigo 282 do Código Penal, que trata do exercício ilegal da medicina, e propaganda enganosa.

Uma operação coordenada pela Central Geral de Flagrantes de Goiânia, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal e do Conselho Regional de Educação Física de Goiás (CREF14/GO-TO), revelou um esquema fraudulento de atendimentos médicos irregulares e marketing enganoso no Instituto Nutrir, clínica localizada em uma das regiões mais valorizadas da capital, o Setor Bueno. A ação ocorreu nesta semana e resultou na prisão em flagrante de uma médica, além da interdição parcial da clínica e interdição total de uma academia clandestina que operava no mesmo local.

Segundo as autoridades, a profissional se apresentava ao público como nutróloga e endocrinologista, especialidades médicas que exigem certificações específicas e registro em áreas de atuação reconhecidas. No entanto, apurações iniciais indicam que ela não possuía titulação legalmente válida para exercer essas especialidades, infringindo diretamente o Art. 282 do Código Penal, que trata do exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica.

Durante a vistoria, agentes encontraram um estoque de medicamentos fitoterápicos e substâncias controladas, supostamente utilizadas em tratamentos para emagrecimento rápido, incluindo aplicações de monjauro — uma substância não reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso terapêutico em seres humanos. A utilização dessa substância levanta sérias preocupações de risco sanitário e ausência de respaldo clínico.

Além da prática médica irregular, a operação identificou uma academia funcionando clandestinamente no interior da clínica, sem qualquer registro no CREF ou licença de operação. Os equipamentos foram lacrados, e as atividades foram suspensas imediatamente.

Denúncias de pacientes

A operação foi motivada, em parte, por uma denúncia formal de um dos pacientes, que relatou ter pago R$ 2.000 por um tratamento supostamente oferecido por uma nutróloga. O paciente só percebeu o problema ao investigar a formação da profissional e não encontrar registros compatíveis nos conselhos médicos.

Outros clientes relataram ausência de resultados, efeitos colaterais e dificuldade em acessar as informações sobre os medicamentos prescritos. Um inquérito já foi instaurado para apurar violação ao Código de Defesa do Consumidor, especialmente no que se refere à propaganda enganosa (Art. 68), prática que consiste em induzir o consumidor a erro sobre a natureza, qualidade ou certificação dos serviços oferecidos.

Impactos e próximos passos

De acordo com a delegada responsável pela investigação, documentos e computadores foram apreendidos para análise, incluindo fichas de atendimento, material publicitário e registros de pagamentos. A médica permanece detida, e seu caso será encaminhado ao Ministério Público, podendo responder também por crimes contra a saúde pública.

A Vigilância Sanitária determinou a interdição da área clínica que armazenava medicamentos sem autorização, e a academia clandestina foi fechada definitivamente. A Prefeitura de Goiânia informou que o Instituto Nutrir não possuía alvará de funcionamento atualizado, nem protocolo de renovação.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) também foi notificado e deve abrir processo ético-disciplinar, caso a médica esteja registrada como generalista ou outra especialidade que não autorize os procedimentos executados.

Alerta à população

O caso lança luz sobre um problema crescente em clínicas de estética e emagrecimento no Brasil, onde a demanda por resultados rápidos e tratamentos alternativos tem alimentado um mercado paralelo de profissionais despreparados e sem habilitação adequada. As autoridades reforçam o alerta: sempre verifique o CRM do médico e se a clínica possui alvará sanitário ativo e registro nos conselhos de classe correspondentes.


Serviço de denúncia:

Casos suspeitos de exercício ilegal da medicina ou irregularidades em clínicas podem ser denunciados à Vigilância Sanitária de Goiânia pelo telefone 3524-6300 ou ao Cremego pelo 3251-2151.

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Marcus

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