Mãe e padrasto seguem foragidos após adolescente ser encontrado acorrentado, em Anápolis
Polícia Civil intensifica buscas pelos investigados; jovem de 13 anos permanece internado e não deverá retornar ao convívio dos responsáveis

A Polícia Civil de Goiás continua procurando a mãe e o padrasto do adolescente de 13 anos encontrado acorrentado dentro de um imóvel comercial em Anápolis, na região Central do estado. Os dois deixaram o local antes da chegada das equipes policiais e permanecem foragidos. A vítima segue internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pediátrica, onde recebe acompanhamento médico após o resgate.
A ocorrência foi descoberta após denúncias que levaram policiais ao imóvel. Segundo a Polícia Civil, o adolescente foi localizado sozinho, preso por uma corrente a um sofá e sem qualquer responsável presente. Conforme as informações da investigação, o jovem possui uma condição de saúde que o torna ainda mais vulnerável, circunstância considerada relevante para a apuração do caso.
Durante a inspeção, os agentes encontraram um ambiente descrito como inadequado para habitação, sem ventilação e iluminação suficientes, além de grande acúmulo de objetos. De acordo com a delegada Aline Lopes, responsável pelas investigações, também foram identificados ganchos fixados ao piso, elementos que reforçam a suspeita de que o adolescente permanecia preso por longos períodos enquanto os responsáveis deixavam o imóvel.
Ainda conforme a Polícia Civil, o próprio adolescente relatou que sofria agressões frequentes atribuídas ao padrasto. No momento do resgate, ele apresentava sinais de medo, agitação e necessitou de atendimento médico imediato. Seu estado de saúde continua sendo acompanhado pela equipe da unidade hospitalar.
Enquanto a investigação avança, o Conselho Tutelar atua para localizar familiares que possam assumir legalmente os cuidados do adolescente após a alta médica. Caso não seja encontrado um parente apto para acolhê-lo, a legislação prevê seu encaminhamento para um serviço de acolhimento institucional, garantindo a proteção integral da vítima.
Segundo a Polícia Civil, o retorno do adolescente ao convívio da mãe e do padrasto está descartado neste momento, em razão da gravidade dos fatos apurados até agora. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso e localizar os responsáveis.
De acordo com as informações oficiais, mãe e padrasto poderão responder por crimes como maus-tratos, lesão corporal e abandono de incapaz, caso as condutas sejam confirmadas ao longo da investigação e do processo judicial. Até a publicação desta reportagem, a defesa dos investigados não havia sido localizada para comentar o caso.
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