Linha de pipa mata jovem motociclista e choca moradores: perigo invisível volta a fazer vítima
Jovem de 23 anos, natural de Piracanjuba, não resiste após corte no pescoço causado por linha esticada em avenida de Gurupi; polícia investiga uso de material proibido
Um jovem goiano morreu após ser atingido no pescoço por uma linha de pipa enquanto trafegava de motocicleta em via urbana de Gurupi. O caso reacende o alerta sobre o uso irregular de materiais cortantes, como cerol e linha chilena, cuja circulação é proibida por legislação estadual e municipal em diversas regiões do país.
A vítima, Ezequiel Pereira Reis, de 23 anos, conduzia a motocicleta quando foi surpreendida por uma linha tensionada atravessando a pista. O impacto provocou um ferimento grave na região cervical. Imagens de câmeras de segurança mostram o jovem deixando o veículo e buscando ajuda em um estabelecimento comercial nas proximidades, antes de perder as forças.
O atendimento emergencial foi realizado e o rapaz encaminhado ao Hospital Regional de Gurupi, mas não resistiu às lesões. A dinâmica do acidente, conforme levantamentos preliminares, indica que a linha estava fixada entre estruturas urbanas, criando um efeito de lâmina quando tensionada — característica comum em casos envolvendo cerol ou variações sintéticas de alta abrasividade.
Equipes periciais recolheram vestígios no local, incluindo o material utilizado na linha, que será submetido a análise técnica para identificar sua composição e possível origem. A investigação conduzida pela Polícia Civil do Tocantins busca responsabilizar eventuais autores pela instalação ou uso irregular do artefato, podendo enquadrar o caso em crimes como homicídio culposo ou até dolo eventual, a depender das evidências.
A prática de empinar pipas com materiais cortantes representa risco elevado, especialmente em áreas urbanas com tráfego de motociclistas e ciclistas. Especialistas em segurança viária apontam que o efeito de cisalhamento provocado por linhas com cerol pode causar lesões severas em frações de segundo, sobretudo na região do pescoço, onde há estruturas vitais expostas.
Natural de Piracanjuba, Ezequiel trabalhava como entregador e era conhecido pela rotina intensa de trabalho. Amigos e familiares destacaram o perfil dedicado e os planos pessoais interrompidos pela tragédia. O caso reforça a necessidade de fiscalização mais rigorosa e campanhas educativas para coibir o uso de materiais proibidos, frequentemente associados a acidentes graves em todo o país.
A morte do jovem se soma a outros registros semelhantes no Brasil, evidenciando um problema recorrente de segurança pública e mobilidade urbana, ainda subestimado em termos de prevenção e controle.
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