10 de março de 2026
JustiçaNotíciasSaúdeÚltimas

Justiça nega suspensão da contratação de OSs para maternidades de Goiânia; ação popular segue em tramitação

Juiz William Fabian entendeu que modelo de gestão com Organizações Sociais está amparado pela legislação e o edital não representa risco imediato aos serviços públicos.
Fachada da Maternidade Nascer Cidadão — Foto: Wesley Costa/O Popular

A Justiça de Goiás rejeitou o pedido de liminar que visava suspender a contratação de Organizações Sociais (OSs) para a administração das maternidades de Goiânia. A ação popular foi impetrada pelos vereadores Fabrício Rosa (PT), Edward Madureira (PT) e o deputado estadual Mauro Rubem (PT), questionando a Portaria nº 140/2025 e o Edital de Chamamento Público nº 001/2025, ambos da Secretaria Municipal de Saúde.

Em decisão publicada nesta terça-feira (26), o juiz William Fabian, da 4ª Vara de Fazenda Pública Municipal, considerou que não há ilegalidade nos atos administrativos e que o modelo de OSs é constitucional, conforme precedentes do STF e da própria legislação municipal.

Segundo o magistrado, a Resolução 208/2025 do Conselho Municipal de Saúde (CMS), que exige revogação dos instrumentos para terceirização, não tem poder para sobrepor a normas legitimamente editadas pela prefeitura, o que caracteriza “extrapolação de sua competência normativa”.

Além disso, o edital está em fase inicial de qualificação, sem contratos firmados, o que, segundo o juiz, não justifica uma paralisação abrupta que poderia comprometer a oferta de serviços de saúde de forma desordenada.


Reação dos parlamentares

Representantes do PT anunciaram que recorrerão da decisão, afirmando que o processo contém “ambiguidade e ausência de mecanismos de fiscalização adequados”.

Em nota, o vereador Edward Madureira destacou que o modelo atual privilegia contratações precárias, mantendo aprovados em concursos públicos sem convocação, e que a terceirização sem transparência viola os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Ponto central do debate

A controvérsia gira em torno da atuação do Conselho Municipal de Saúde (CMS). Embora deliberativo e representativo, sua resolução foi considerada inválida pelo juiz em face das normas superiores. A decisão reforça que o edital está respaldado legalmente e não compromete a prestação de serviços públicos.

O processo segue em curso, com a prefeitura devendo apresentar defesa e a articulação do Ministério Público antes do julgamento do mérito. Enquanto isso, o edital continua válido e a gestão municipal segue com a qualificação das OSs como prevista.


Tags: #SaúdeGoiânia #OSs #Terceirização #JustiçaGO #AçãoPopular #ConselhoDeSaúde

Marcus

Sobre nós Somos o portal de notícias referência em Goiás, dedicados exclusivamente a trazer as últimas informações e os fatos mais relevantes que impactam o nosso estado. Com uma equipe comprometida e apaixonada por Goiás, estamos sempre na linha de frente, capturando cada detalhe das ocorrências, eventos e novidades que fazem a diferença na vida dos goianos. Nosso compromisso é levar até você notícias com precisão, agilidade e responsabilidade, seja nas coberturas de última hora ou nas reportagens mais aprofundadas. Valorizamos o jornalismo ético e transparente, e nosso objetivo é manter você bem informado sobre tudo o que acontece em Goiás, de norte a sul. Conecte-se Conosco Para ficar sempre por dentro das nossas atualizações, siga-nos nas redes sociais e acompanhe o nosso conteúdo em tempo real. Basta clicar nos links abaixo e se juntar à nossa Rede: TikTok: https://tiktok.com/goianiaurgenteoficial Instagram: https://www.instagram.com/goianiaurgenteoficial Youtube: https://www.youtube.com/@goianiaurgente