Jovem usa selfie para acessar conta bancária de conhecido e realizar transações, diz polícia
Caso inusitado foi descoberto após banco identificar movimentações suspeitas; suspeito foi preso, mas liberado após audiência de custódia.

Em uma ação que chama a atenção pelo uso indevido de tecnologia, um jovem de 25 anos usou uma selfie para acessar o aplicativo bancário de um conhecido de 45 anos e realizar diversas transações financeiras. De acordo com a Polícia Civil (PC), o caso ocorreu em Cidade Ocidental, no entorno do Distrito Federal. A investigação é conduzida pela Delegacia de Luziânia e revelou uma série de movimentações financeiras suspeitas que foram alertadas pelo próprio banco da vítima.
Como o crime foi descoberto
O delegado Rony Loureiro, responsável pelo caso, explicou que o banco detectou movimentações repetitivas e fora do padrão, o que gerou uma denúncia à polícia. A partir dessa suspeita, as autoridades iniciaram uma investigação e, após diligências, prenderam o suspeito em flagrante na segunda-feira (11). No entanto, ele foi solto após a audiência de custódia realizada na terça-feira (12), o que é um procedimento legal para avaliar a necessidade de manter ou não a prisão.
O método inusitado de acesso ao banco
De acordo com a investigação, o jovem abordou a vítima — um homem com histórico de dependência de álcool e drogas — e pediu para tirar uma selfie com ele. Com a imagem e outros dados da vítima, ele conseguiu acessar a conta bancária do homem através do aplicativo, que estava no próprio celular do suspeito. Aparentemente, o criminoso explorou a condição vulnerável da vítima para obter as informações e, assim, realizar transações em seu nome.
Mudança na qualificação do crime
Inicialmente, o caso foi registrado como extorsão mediante sequestro, mas a investigação revelou que a situação se tratava de um caso de estelionato. “O suspeito foi encontrado em sua casa, enquanto a vítima estava em outro local próximo, e isso indicou que não houve sequestro, mas sim uma ação de estelionato digital”, esclareceu o delegado Loureiro.
Suspeita de envolvimento em outros crimes
Durante as buscas na casa do suspeito, a polícia encontrou mais de 30 chips de telefone, o que levanta suspeitas de que ele poderia estar envolvido em outros esquemas de fraude e possivelmente usava esses chips para cometer crimes sem ser rastreado. Além disso, foi encontrado um atestado médico falsificado entre os pertences dele.
“O próximo passo das investigações é obter as quebras judiciais necessárias para avaliar toda a extensão do prejuízo financeiro da vítima e verificar se o suspeito estava envolvido em outras atividades criminosas”, completou o delegado.
Segurança e cuidados com dados pessoais
Esse caso reforça a importância de manter cuidado com dados pessoais, incluindo imagens e informações que podem ser usadas para acessar contas bancárias. Especialistas em segurança digital alertam que, com o avanço da tecnologia, até mesmo selfies e senhas podem ser exploradas em fraudes, especialmente se não houver autenticações adicionais, como reconhecimento facial avançado ou senhas de múltiplos fatores.
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