Inflação desacelera em Goiânia e fecha 2025 abaixo da média nacional
Índice mensal de 0,23% em dezembro consolida acumulado anual de 4,12%, segundo o Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica; energia elétrica contribui para alívio, enquanto transportes pressionam

A inflação em Goiânia registrou variação de 0,23% em dezembro de 2025, encerrando o ano com acumulado de 4,12%, abaixo da média nacional de 4,26%. Os dados constam no Boletim de Inflação Mensal divulgado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), órgão vinculado ao Governo de Goiás responsável pelo acompanhamento de indicadores econômicos no estado.
O resultado mensal indica desaceleração em relação a novembro, quando o índice havia sido de 0,44%. No comparativo entre capitais pesquisadas, Goiânia ficou 0,10 ponto percentual abaixo da média brasileira no mês e ocupou a décima posição entre as maiores variações.
O principal vetor de alívio em dezembro foi o grupo Habitação, que apresentou deflação de 1,80%. O recuo foi fortemente influenciado pela queda de 5,38% na energia elétrica residencial, item de peso relevante na estrutura do índice. A redução compensou pressões acumuladas ao longo do ano, período em que o grupo Habitação avançou 10,49% no acumulado de 2025.
Em sentido oposto, Transportes exerceu impacto positivo de 0,89% no mês, com destaque para o aumento do etanol (4,22%), da gasolina (0,48%) e das passagens aéreas (20,17%). O grupo Despesas pessoais também contribuiu para a alta, com variação de 0,63%.
No segmento Alimentação e bebidas, a variação foi de 0,49%. Produtos in natura tiveram forte oscilação, como a batata-inglesa (18,51%) e o tomate (9,41%), enquanto carnes também registraram pressão altista. Por outro lado, itens básicos como leite longa vida (-4,88%), arroz (-1,93%) e frango inteiro (-2,34%) apresentaram queda, amortecendo parcialmente o impacto sobre o orçamento doméstico.
No acumulado anual, além de Habitação, o grupo Vestuário teve variação expressiva, com alta de 8,38%. Ainda assim, o índice geral de 2025 ficou abaixo do observado em 2024, quando a inflação na capital atingiu 5,56%, sinalizando perda de fôlego na dinâmica de preços.
O IMB também divulgou análise segmentada por faixa de renda, permitindo avaliação mais granular do impacto inflacionário. Em dezembro, famílias de menor renda registraram deflação de 0,13%, beneficiadas sobretudo pela queda na energia elétrica e por leve retração em Alimentação (-0,27%). Já entre as famílias de maior renda, a inflação foi de 0,47%, acima da média geral, pressionada principalmente por Transportes (1,08%) e Despesas pessoais (1,29%). O grupo de renda intermediária apresentou variação de 0,14%, com destaque para Transportes (1,39%).
A mensuração sistemática por estrato de renda, implementada ao longo de 2025, amplia a capacidade analítica sobre o custo de vida e permite identificar assimetrias na distribuição dos impactos inflacionários. A metodologia segue parâmetros técnicos compatíveis com os levantamentos oficiais de preços ao consumidor, ajustados à realidade local.
Para o IMB, o comportamento dos preços em dezembro consolida um cenário de inflação moderada na capital goiana, ainda que com pressões setoriais persistentes. O acompanhamento técnico dos grupos mais voláteis, como energia e combustíveis, permanece determinante para avaliar a trajetória inflacionária nos próximos ciclos.
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