Goiás consolida liderança econômica no Centro-Oeste com crescimento acima da média nacional
Com expansão de 6% no acumulado do ano, estado ocupa o 3º lugar entre as economias que mais avançaram no Brasil, segundo dados do Banco Central analisados pelo Instituto Mauro Borges. Setores industriais, agropecuários e de serviços impulsionam o desempenho.

Goiás mantém trajetória de destaque no cenário econômico nacional em 2025. De acordo com os dados mais recentes do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgados pelo Banco Central e analisados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), o estado registrou um crescimento acumulado de 6% entre janeiro e maio deste ano — a terceira maior expansão entre as 27 unidades da federação.
O desempenho supera com folga a média nacional, que ficou em 3,4% no mesmo período. No acumulado dos últimos 12 meses, Goiás também avançou 4,4%, acima da média do país (4%). A variação interanual — comparando maio de 2025 com maio de 2024 — apontou um aumento de 2,4%, frente aos 3,2% nacionais, sinalizando estabilidade em ritmo de expansão.
Para especialistas e gestores, esse resultado reflete um alinhamento entre política pública, ambiente de negócios favorável e expansão de cadeias produtivas estratégicas. “O cenário positivo da economia goiana é resultado de investimentos estruturantes, incentivos setoriais bem calibrados e do adensamento de setores em franco crescimento, como o agroindustrial e o de serviços logísticos”, afirma Adriano da Rocha Lima, secretário-geral de Governo.
Setores que puxam a expansão
O agronegócio continua como um dos pilares da economia estadual, mas o diferencial em 2025 tem sido o dinamismo de setores industriais e de serviços. A instalação de novos polos industriais no entorno de Goiânia, Anápolis e Rio Verde, além da ampliação de atividades no eixo da Ferrovia Norte-Sul, têm sido decisivos para fortalecer o PIB regional.
O setor de serviços, particularmente o ligado à tecnologia da informação, logística e saúde, também ampliou sua participação no valor agregado estadual, em parte graças à modernização de marcos regulatórios e programas de incentivo ao empreendedorismo.
A indústria de transformação, especialmente nas áreas de alimentos, farmacêutica e produtos de origem agropecuária, tem ganhado tração com a melhoria da infraestrutura logística, viabilizada por concessões rodoviárias e investimentos federais em ferrovias.
Instrumento de análise: o IBCR
Criado pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) é uma ferramenta de acompanhamento mensal que antecipa tendências do Produto Interno Bruto (PIB) regional. Considerado uma espécie de “prévia” do PIB, ele sintetiza indicadores da produção industrial, do comércio, dos serviços e do setor agropecuário, com base em fontes como a Pesquisa Industrial Anual (PIA), a Produção Agrícola Municipal (PAM), e outras bases do IBGE.
A vantagem do IBCR está na periodicidade e na regionalização, oferecendo um retrato quase em tempo real da dinâmica econômica dos estados, algo vital para o planejamento público e para decisões de investidores privados.
Perspectivas para o segundo semestre
As projeções para o restante de 2025 mantêm o otimismo. O IMB estima que, se mantido o atual ritmo de crescimento, Goiás deve encerrar o ano com expansão acima de 5%, consolidando sua posição como motor econômico do Centro-Oeste e referência em equilíbrio fiscal e dinamismo produtivo.
A combinação entre estabilidade institucional, ambiente regulatório seguro, política de atração de investimentos e diversificação produtiva deve continuar atraindo empresas e fortalecendo a geração de emprego e renda no estado.
“Estamos colhendo os frutos de um ciclo contínuo de modernização econômica. Goiás deixou de ser apenas um celeiro agrícola para se tornar um polo de transformação e inovação”, resume Adriano da Rocha Lima.
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